Gratidão ao Criador

sábado, 21 de março de 2009



Agradeça pela luz. Pela luz da sabedoria do Pai, pela luz do conhecimento, que abriu as cortinas das trevas da ignorância em que a humanidade já esteve mergulhada um dia. Na época em que não era dado o direito ao conhecimento a todos os seres humanos e sim somente a algumas classes privilegiadas, que se julgavam superiores e donos da verdade, guardiões do saber, ao passo em que o restante da humanidade não tinha acesso ao conhecimento.


Agradeça por sua mente lúcida e perfeita.


Agradeça por suas faculdades mentais fluírem com facilidade através do seu corpo, permitindo a busca pelo saber, a busca pela evolução, a busca pelo conhecimento.


Agradeça pelas oportunidades recebidas do Pai Maior e lembre-se sempre de que tudo o que você tem hoje lhe foi emprestado temporariamente para que fizesse bom uso dos seus instrumentos, do seu corpo, mas que Deus espera de nós a evolução e não a estagnação, a solidariedade e não a omissão, a fraternidade e não o egoísmo.


Agradeça pela dádiva da vida.

Depoimento - Amadeu



É a primeira vez que venho aqui e me senti muito bem e gostei. Mas os estudos de vocês me fizeram refletir e pensar na minha situação. Será que quando eu voltar para a Terra, eu terei problemas, alguma deficiência decorrente do mau uso que fiz do meu corpo, decorrente dos maus tratos causados pelo exagero do uso de drogas? Confesso que fiquei um pouco preocupado e pensativo. E também curioso para saber mais sobre as Leis Divinas, sobre a ordem que rege o Universo.


Quando estive aí na Terra, tive acesso à cultura, à educação, tive uma religião, uma família, amigos, estive no meio de pessoas muito cultas e inteligentes, mas mesmo com tudo isso não consegui me manter afastado dos entorpecentes, que eu tinha pleno conhecimento do que causavam e de como atuavam sobre o cérebro e sobre o restante do nosso organismo.


Mas nada disso foi suficiente para me livrar do vício, para que eu não me envolvesse com esta praga que tomou conta da Terra, desta ferida, que me dói até hoje.


Eu sabia de tudo, até porque pesquisei muito sobre o assunto, inclusive foi tema de estudo de minha tese de doutorado. Mas não sei explicar em que momento eu fraquejei e me tornei vulnerável às drogas.

Depoimento - Sandra

sábado, 14 de março de 2009



Trago muita culpa dentro de mim. Por todas as coisas erradas que fiz, por todas as oportunidades que joguei fora, por todas as chances que Deus me deu e que eu desperdicei.


Eu era jovem, bonita, bem sucedida profissionalmente e tinha tudo para ter um futuro brilhante, pleno e feliz, mas por acaso do destino, por falta de vigilância e fé acabei desperdiçando a minha vida e me perdendo num caminho que só me trouxe muita dor e sofrimento.


Eu era uma publicitária bem sucedida, que alcancei o sucesso profissional muito cedo e ainda muito jovem me vi diante de um mundo para o qual, hoje sei que eu não estava preparada.


Conheci muita gente importante, grandes empresários, participei de projetos e campanhas grandiosos que acabaram me envaidecendo o ego, me ofuscando a razão e me projetando para um mundo que eu não conhecia. Passei a freqüentar muitas festas, solenidades, recebi prêmios, ganhei muito dinheiro, mas a facilidade e a rapidez com que eu tive acesso a tudo isso, foram demais para a minha alma jovem e despreparada para a vida.


Depoimento de uma mãe - Márcia

sábado, 7 de março de 2009


            Eu não consegui salvar meu filho. Mas morri tentando defendê-lo, como fiz a minha vida toda, desde que ele nasceu, desde que ele saiu de dentro de mim.
            Só quem é mãe pode entender o que se passa num coração de mãe quando vê o filho sofrer, quando vê o filho correndo perigo.
E vocês não têm idéia do que eu passei e das coisas que tive de enfrentar para defender o meu filho dos traficantes.
Nós morávamos numa favela, num morro dominado por traficantes. A lei do morro é assim: todo mundo sabe o endereço dos traficantes, todo mundo sabe o que acontece, mas ninguém denuncia, ninguém abre a boca senão morre, senão pode ter problemas.
E eu sabia do perigo que o meu filho corria vivendo naquele ambiente, convivendo com pessoas envolvidas com o tráfico e usuários de drogas.
Mas o que eu podia fazer? O que eu podia fazer, se eu não tinha condições de sair dali, se a gente não tinha condições de morar em outro lugar, longe de tudo aquilo?
Quando ele era pequeno era mais fácil, eu conseguia tê-lo por perto, dentro de casa, sob os meus olhos atentos.
Mas quando ele cresceu um pouco mais, antes mesmo de chegar à adolescência, ele ganhou a liberdade e conquistou o direito de brincar na rua, de ir sozinho à escola.
Eu trabalhava o dia todo, saia muito cedo e só chegava em casa à noite. Uma vizinha me ajudava a cuidar dele, mas ela também tinha os seus afazeres e não conseguia saber com detalhes o que ele fazia o dia todo. Quando ele era pequeno ficava na creche e eu levava e buscava, mas quando ele ficou maior, teve que deixar a creche e foi para a escola. Mas a escola ocupava o tempo dele só parte do dia. O restante ele ficava com esta vizinha até eu voltar, mas ele tinha os amigos, brincavam na rua, se divertiam.
E aí começaram os problemas. Ele acabou conhecendo uns meninos que já tinham experimentado drogas e que achavam o barato legal e ofereceram para o meu filho.
Eu conversava muito com ele em casa, tentando alertá-lo sobre o perigo das drogas, sobre as más companhias, mas ele era apenas um menino e na maior parte das vezes não me dava muita atenção.
Quando eu percebi que ele estava envolvido já era tarde, ele já era quase um homem e eu não conseguia mais segura-lo.
Ele chegou a me agredir, tanto com palavras quanto fisicamente, ensandecido pelo efeito das drogas.
Eu tentava impedi-lo de sair de casa, tentava chamá-lo para a realidade, para acordá-lo desta loucura e traze-lo volta para junto de mim.
Cheguei à loucura de procurar os traficantes e proibi-los de vender drogas para o meu filho, de ameaçá-los dizendo que eu os denunciaria para a polícia se eles não deixassem o meu filho em paz, se eles não deixassem que eu tentasse recuperar meu filho.
E é claro que eles riram na minha cara, me chamando de velha louca e estúpida, me ameaçando que se eu não parasse de me meter nos negócios deles, que se eu não deixasse livre o caminho deles, eu teria que arcar com as conseqüências, que não seriam nada boas para mim.
Eu contei tudo para o meu filho, implorei que ele deixasse de usar drogas, que ele se afastasse desse caminho, que ele voltasse para o nosso lar, para a nossa vida antiga, feliz. Mas ele estava muito viciado e não me ouviu.
E eu não podia ver meu filho se destruindo e não fazer nada e procurei a policia. Mas por ironia do destino, os policiais que me atenderam estavam envolvidos até a alma com os traficantes, com a propina que recebiam deles para que o tráfico continuasse correndo solto no morro e fora dele e vocês já sabem o meu fim.
Os traficantes ficaram sabendo o que eu fiz e armaram uma emboscada para mim.
E foi assim que eu morri. Meu desespero foi tão grande por não poder mais tentar proteger o meu filho, que agora estava sozinho no mundo, sem ninguém para olhar por ele.
Eu queria continuar do lado dele, eu queria tirá-lo dessa vida, mas agora que eu não tinha um corpo, que ele não conseguia me ver nem me ouvir, tudo parecia ainda mais difícil. Desesperada, sem saber o que fazer, só me restava rezar. E orei fervorosamente à Nossa Mãe Santíssima, que como mãe da humanidade e mãe de Jesus, saberia entender meu coração amargurado e oprimido.
Desde que eu morrera, eu não conseguira me desligar do meu filho e não encontrava sossego, pois não consegui seguir em frente e partir. Permaneci em minha antiga casa, ao lado dele, tentando influencia-lo com palavras boas, com pensamentos positivos, mas nada adiantava, ele não me ouvia. Também, era de se esperar, pois ele não me ouvia nem quando eu ainda estava viva, ao seu lado.
Mas nesse dia em que orei, cansada, desesperada e sem esperança, amigos espirituais me socorreram e me convenceram a seguir com eles para que eu pudesse me recuperar, me fortalecer e prometeram que meu filho não ficaria desamparado.
Eu concordei e segui com eles. Pouco tempo depois, meu filho também desencarnou, vítima de uma overdose e, com a graça de Deus e da nossa Mãe Santíssima, ele foi socorrido e eu tive a oportunidade de visita-lo e ficar ao seu lado na estação de tratamento.
Hoje estou bem, meu filho está se tratando e em fase de recuperação. O amor de mãe é um amor que rompe as barreiras da morte, rompe todas as fronteiras para ver o filho feliz, para que o filho não sofra.
Mães, amem com toda força que tiverem, os seus filhos, apóiem, instruam, eduquem, estejam próximas deles, ganhem a confiança deles e façam tudo o que puderem para que eles não se aproximem desta chaga monstruosa que destrói famílias, que destrói sonhos, que destrói vidas.

Márcia 

 
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