O corpo inerte...
A mente lúcida...
Por quanto tempo estive em como
naquele hospital? Não sei...
Mas pareceu uma eternidade.
Que desespero ver meu corpo lá,
estendido, ligado a um monte de aparelhos, imóvel, preso àquela cama, um
vegetal, sem nenhuma capacidade de reação, de expressão. Mas eu estava mais
vivo do que nunca.
Queria me mexer, queria acordar,
queria falar, mas nada do que eu fizesse adiantava. Meu corpo não me pertencia
mais. Mas ao mesmo tempo eu também não conseguia me afastar dali, eu não consegui
ir embora. Estava ligado do alguma forma, por uma força irresistível àquele corpo
inerte, praticamente morto, não fosse o avanço da medicina que mantinha minhas
funções vitais em atividade.
Que provação foram aqueles
dias... Que lição, que aprendizado doloroso.