Depoimento - Luis

sábado, 8 de outubro de 2011



O corpo inerte...
A mente lúcida...
Por quanto tempo estive em como naquele hospital? Não sei...
Mas pareceu uma eternidade.
Que desespero ver meu corpo lá, estendido, ligado a um monte de aparelhos, imóvel, preso àquela cama, um vegetal, sem nenhuma capacidade de reação, de expressão. Mas eu estava mais vivo do que nunca.
Queria me mexer, queria acordar, queria falar, mas nada do que eu fizesse adiantava. Meu corpo não me pertencia mais. Mas ao mesmo tempo eu também não conseguia me afastar dali, eu não consegui ir embora. Estava ligado do alguma forma, por uma força irresistível àquele corpo inerte, praticamente morto, não fosse o avanço da medicina que mantinha minhas funções vitais em atividade.
Que provação foram aqueles dias... Que lição, que aprendizado doloroso.

 
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