Os limites
entre a sanidade e a loucura são tênues e dependem dos olhos de quem vê.
Louco é quem
anda pelas ruas dizendo palavras vagas, aparentemente sem nexo, sem sentido ou
quem profere discursos pomposos, eloquentes, mas sem o menor compromisso e
responsabilidade com a verdade e com as promessas falsas, que não pretende
cumprir?
Louco é quem
pede um pão porque tem fome ou quem desperdiça toneladas de alimentos que
serviriam para erradicar a fome e a miséria?
Louco é quem
grita nas ruas clamando por um pouco de atenção ou quem grita em casa, com os próprios
filhos, com aqueles que deveriam ser amados, educados e protegidos?
Louco é quem
joga tudo para o alto e vai viver nas ruas ou quem tem uma casa, mas não tem um
lar?
Louco é quem
luta pelo fim das desigualdades e pela melhoria da educação (o que parece
utopia) ou quem se conforma com as injustiças e com a ignorância do povo?
Louco é quem
se recusa a ser igual a todo mundo, a seguir as convenções sociais ou quem vive
na inércia, deixando que a vida lhe dite as regras que deve seguir e o jogo que
deve jogar?
Louco é quem
se isola do mundo e vai viver no meio do mato ou quem paga um absurdo para
viver num espaço apertado?
Louco é quem não
valoriza o luxo, o dinheiro, o status social ou quem vende a própria alma para
ter o que não pode e parecer o que não é?
O mundo às
vezes parece estar ao avesso, com a lógica invertida.
É preciso o despertar
e a consciência de que os verdadeiros valores são os do espírito, são os
valores morais e não as convenções sociais aqui da Terra.
Valores simples
são esquecidos em detrimento da busca pelo poder, pelo dinheiro, pelo status
social.
Cuidado! Atenção
para não se tornarem loucos que se julgam sãos.
Fiquem com
Deus.
Irmão da Cruz