Sanidade e loucura

sábado, 10 de março de 2012

Os limites entre a sanidade e a loucura são tênues e dependem dos olhos de quem vê.
Louco é quem anda pelas ruas dizendo palavras vagas, aparentemente sem nexo, sem sentido ou quem profere discursos pomposos, eloquentes, mas sem o menor compromisso e responsabilidade com a verdade e com as promessas falsas, que não pretende cumprir?
Louco é quem pede um pão porque tem fome ou quem desperdiça toneladas de alimentos que serviriam para erradicar a fome e a miséria?
Louco é quem grita nas ruas clamando por um pouco de atenção ou quem grita em casa, com os próprios filhos, com aqueles que deveriam ser amados, educados e protegidos?
Louco é quem joga tudo para o alto e vai viver nas ruas ou quem tem uma casa, mas não tem um lar?
Louco é quem luta pelo fim das desigualdades e pela melhoria da educação (o que parece utopia) ou quem se conforma com as injustiças e com a ignorância do povo?
Louco é quem se recusa a ser igual a todo mundo, a seguir as convenções sociais ou quem vive na inércia, deixando que a vida lhe dite as regras que deve seguir e o jogo que deve jogar?
Louco é quem se isola do mundo e vai viver no meio do mato ou quem paga um absurdo para viver num espaço apertado?
Louco é quem não valoriza o luxo, o dinheiro, o status social ou quem vende a própria alma para ter o que não pode e parecer o que não é?
O mundo às vezes parece estar ao avesso, com a lógica invertida.
É preciso o despertar e a consciência de que os verdadeiros valores são os do espírito, são os valores morais e não as convenções sociais aqui da Terra.
Valores simples são esquecidos em detrimento da busca pelo poder, pelo dinheiro, pelo status social.
Cuidado! Atenção para não se tornarem loucos que se julgam sãos.
Fiquem com Deus.

Irmão da Cruz 

 
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