O mar e sua imensidão...
Quantos pescadores
levados,
Quantos amores tragados
Pela sua ilusão, pela sua
vastidão.
Quantas almas levadas,
Quantas pessoas
encantadas
Pela sua ilusão.
Quantas mães esquecidas,
Quantas mágoas trazidas
No seu coração.
Mas no mar Deus espelhou
o céu,
Como disse o poeta.
No mar Deus escreveu ao
léu.
Foi através do mar que
conquistadores
Descobriram e desbravaram
novas terras,
Novos continentes, novos
horizontes.
Foi pelo mar que chegou o
alívio aos doentes,
Trazendo especiarias e
substâncias
Recém descobertas, até
então desconhecidas.
Foi pelo mar que belezas
foram trazidas.
E é no mar que
depositamos
Nossas esperanças de um
novo ano
De que tudo será lavado,
levado e renovado pelas suas águas.
De que todas as coisas
ruins serão deixadas em suas espumas.
De que todas as
infelicidades serão abandonadas em suas ondas.
Fecho os olhos e penso no
balanço do mar,
No movimento das ondas,
Na pureza e na clareza da
espuma
Que se desmancha na
areia.
Naquela imagem tão bela
da água
Que se revolta, que se
levanta e
Depois se deita humilde
sobre as areias da praia.
Assim também deve ser o
nosso coração: humilde,
Que mesmo após as maiores
tormentas e tempestades,
Se rende ao poder do
amor, ao poder do olhar, ao poder do perdão.
Que mesmo após bradar de
ódio e de revolta
Se curva humilde.
Como as ondas majestosas
Terminam na areia da
praia aos nossos pés.
Evanhoé