Ah,
se todas as pessoas soubessem que a vida não termina com a morte do corpo, que
a vida não acaba, que o sofrimento não acaba quando o corpo se estende embaixo
da terra. Continuamos sentindo, continuamos pensando, talvez até com mais
clareza e lucidez do que quando estamos encarnados pois não há mais a barreira
da matéria nos impedindo de enxergar as verdades, nos impedindo de conhecer a extensão
da eternidade.
Bendita
Doutrina Espírita, que quisera todos tivessem a oportunidade de conhecer.
Doutrina que alivia, que acalenta a nossa alma e que evitaria um dos maiores
erros que um ser humano pode cometer contra si mesmo que é o suicídio.
O
ser humano que dá fim à sua vida acredita que assim terminará com tudo, que
acabará com o seu sofrimento, que irá finalmente descansar e não sentir mais
dor, não sentir mais tristeza; não sentir dor seja do corpo ou da alma.
Mas
quanto engano, Senhor, quanto sofrimento estes seres estão atraindo para a sua
existência, pois não cabe a nós decidir pelo término da nossa jornada, não cabe
a nós definir quando a vida será encerrada e sim a Deus que nos concedeu a vida
e a oportunidade desta encarnação.
O suicida contrairá
perante a eternidade uma grande dívida da qual se arrependerá amargamente ao
perceber que seus planos de colocar fim a tudo só fizeram as coisas ficarem
piores, que todo o tempo que ele ainda tinha para viver aqui na Terra, terá
para refletir pelas conseqüências de seu ato e sentirá as dores no seu íntimo
como se ainda tivesse corpo.
Senhor,
pedimos compaixão por todos os irmãos que se encontram nesta situação tão
difícil. Que eles possam entender que só ao Senhor pertence a decisão de quando
a vida terá um fim nesta existência e que possam se arrepender do que fizeram.
Façamos
uma prece por estes irmãos e que os mesmos tenham as suas dores aliviadas. Que
bênçãos de luz caiam sobre eles e que fique gravado em suas memórias, ainda que
inconsciente, que a vida é um bem precioso e que por pior que as coisas
estejam, Deus é nosso Pai e não nos desampara, para que em outra existência,
quando receberem uma nova oportunidade da espiritualidade de estarem
encarnados, possam valorizar a dádiva da vida.
Ulisses
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