sábado, 23 de junho de 2007


Ah, se todas as pessoas soubessem que a vida não termina com a morte do corpo, que a vida não acaba, que o sofrimento não acaba quando o corpo se estende embaixo da terra. Continuamos sentindo, continuamos pensando, talvez até com mais clareza e lucidez do que quando estamos encarnados pois não há mais a barreira da matéria nos impedindo de enxergar as verdades, nos impedindo de conhecer a extensão da eternidade.
Bendita Doutrina Espírita, que quisera todos tivessem a oportunidade de conhecer. Doutrina que alivia, que acalenta a nossa alma e que evitaria um dos maiores erros que um ser humano pode cometer contra si mesmo que é o suicídio.
O ser humano que dá fim à sua vida acredita que assim terminará com tudo, que acabará com o seu sofrimento, que irá finalmente descansar e não sentir mais dor, não sentir mais tristeza; não sentir dor seja do corpo ou da alma.
Mas quanto engano, Senhor, quanto sofrimento estes seres estão atraindo para a sua existência, pois não cabe a nós decidir pelo término da nossa jornada, não cabe a nós definir quando a vida será encerrada e sim a Deus que nos concedeu a vida e a oportunidade desta encarnação.
O suicida contrairá perante a eternidade uma grande dívida da qual se arrependerá amargamente ao perceber que seus planos de colocar fim a tudo só fizeram as coisas ficarem piores, que todo o tempo que ele ainda tinha para viver aqui na Terra, terá para refletir pelas conseqüências de seu ato e sentirá as dores no seu íntimo como se ainda tivesse corpo.
Senhor, pedimos compaixão por todos os irmãos que se encontram nesta situação tão difícil. Que eles possam entender que só ao Senhor pertence a decisão de quando a vida terá um fim nesta existência e que possam se arrepender do que fizeram.
Façamos uma prece por estes irmãos e que os mesmos tenham as suas dores aliviadas. Que bênçãos de luz caiam sobre eles e que fique gravado em suas memórias, ainda que inconsciente, que a vida é um bem precioso e que por pior que as coisas estejam, Deus é nosso Pai e não nos desampara, para que em outra existência, quando receberem uma nova oportunidade da espiritualidade de estarem encarnados, possam valorizar a dádiva da vida.

Ulisses

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