As
areias do deserto dançam ao sabor do vento, movem-se formando dunas, colinas.
Descobrem
lugares e enterram outros.
Escondem
mistérios, parecem se mover como num balé.
Fragmentos
sem vida, que parecem ter vida.
O
deserto encerra extremos: calor extenuante de dia e frio lancinante quando a
noite cai.
Uma
imensidão que parece não ter fim, que parece toda igual.
É
árduo caminhar no deserto. É enlouquecedor se perder no deserto.
Cuidemos
para que nosso coração não se torne um deserto, com momentos intensos de calor
humano, mas também com momentos de fúria, de frieza, de solidão, que muda de
humor assim como as areias mudam as dunas.
Evanhoé
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