sábado, 29 de novembro de 2008



Houve um tempo em que o homem matava para viver. Matava por sobrevivência, matava para se defender, matava para comer.


Com o passar dos anos, o homem deixou de ser tão primitivo em seus hábitos, incorporou hábitos da vida em sociedade ao seu cotidiano e passou a cultivar e a criar a sua própria comida. 


Houve um tempo em que o homem matava em nome de Deus. Em que alguns homens se julgavam melhores do que os outros, em que uma crença se julgava superior a todas as outras.


Mas a verdade veio à tona com o passar dos anos e homens deixaram de ser condenados à fogueira por acreditarem em algo que não podiam provar ou que não tinham a chance de demonstrar aos incrédulos. 


Música



A música é uma das formas de expressão mais sublimes e encantadoras que existem.


A música fala fundo em nossa alma, nos inebria, nos faz viajar por lugares nunca dantes conhecidos, nos contagia com sentimentos que vão da extrema alegria à mais profunda melancolia e reflexão.


A música envolve todo o nosso ser, penetra nossas entranhas, toma conta do nosso espírito, da nossa alma.


Há melodias que são tão belas, tão sublimes, que são capazes de nos levar às lágrimas, a uma enorme comoção.


Já outras nos fazem cantar e vibrar o coração, com uma sensação de bem estar, de alegria, que nos deixa leves como a brisa.


O que seria dos homens se a música não existisse!

Depoimento - João Pedro



Trago a alma atormentada pelo desespero e pela incerteza.


Estraguei a minha vida, coloquei tudo a perder, joguei fora um futuro promissor, minha família, meus amigos, me afastei de todos que realmente gostavam de mim, de todos que se importavam comigo de verdade por causa dela: da droga.


Como o próprio nome diz, a droga não presta, acaba com tudo o que você tem de bom dentro de você, acaba com seus sonhos, com sua saúde, acaba com a sua vida. E foi isso o que aconteceu comigo.


Hoje percebo que eu tinha tudo para ser feliz, só que na época eu não achava isso. Eu estava sempre insatisfeito, eu sempre queria mais, eu não me contentava com a minha vida, eu me sentia incompreendido, injustiçado.


Havia um grande vazio dentro de mim. Uma ausência absoluta de fé em Deus, de fé na vida. Não acreditava na continuidade da vida após a morte, na imortalidade da alma, na Lei de Causas e Efeitos, coisas que hoje eu sei, coisas que eu aprendi no lugar onde estou morando agora, neste Lar que me acolheu e que me deu todo o amparo e ajuda necessários à minha recuperação.

Depoimento - Célia

sábado, 15 de novembro de 2008



Eu me sinto tão sozinha... Meu peito está tão oprimido... Quanta tristeza eu sinto quando penso quantas coisas deixei de fazer, quantas coisas deixei de viver por causa do vício. Sinto-me fraca, cansada, com fome e com frio. Estranho sentir tudo isso se eu já não tenho um corpo de carne, se eu já morri, como descobri depois de longas penas, depois de muito tempo. E o vício também continuou mesmo depois de morta, mesmo depois de deixar a vida na Terra.


Vocês devem estar pensando que eu era drogada, dessas viciadas em coca, em maconha, em crack. Nada disso. Meu vício não deixa de ser uma droga, mas a sociedade não pensa assim, muito pelo contrário, até incentiva o uso e o consumo. Eu era, ou melhor, eu sou uma alcoólatra. Hoje consigo admitir isso e quero sair dessa, quero me curar. Mas em outros tempos eu não me julgava uma viciada, uma pessoa doente, que precisava de ajuda e de tratamento, mas sim me achava uma pessoa normal que só gostava de se divertir, de se sentir alegre, leve, extrovertida, divertida, pois era assim que a bebida fazia com que eu me sentisse.


Comecei bebendo com amigos, na saída do colégio, depois no cursinho e continuei na faculdade, quando intensifiquei o uso do álcool.


Tudo era motivo para beber. Se eu passava um dia sem beber, me sentia mal, me dava um desespero muito grande, eu já não conseguia almoçar sem beber, não conseguia dormir sem antes tomar um golinho para me acalmar.


Fiz muita loucura na vida. Quando bebia perdia consciência do ridículo que eu me tornava, ainda mais para uma mulher. Eu não me valorizava, não me dava ao respeito, logo quem ia me respeitar? Muito pelo contrário, os homens que saiam comigo queriam mais era se aproveitarem de mim, já que, quando eu bebia eu topava tudo, fazia tudo e depois não me lembrava de nada, nem o que eu tinha feito e às vezes nem com quem.


Depois batia uma tristeza, eu chorava muito, me sentia um lixo, um trapo, jurava que não ia mais deixar as pessoas me usarem, que tomaria o rumo da minha vida dali para a frente, mas isso era até eu me ver novamente tentada pelo álcool.


Como é difícil se livrar de um vício, meu Deus!


Parece que as tentações estão em todos os lugares, numa simples padaria, num restaurante, num churrasco, numa festa. Em todo lugar que eu ia, lá estava a bebida me tentando, as pessoas oferecendo, insistindo para que eu aceitasse. E começava tudo de novo. Às vezes eu bebia tanto que não conseguia nem levantar para ir trabalhar no dia seguinte. A cabeça doía, o estomago embrulhava, era como se o mundo tivesse desabado sobre mim, como se tudo estivesse girando ao meu redor.


E adivinhem: eu perdi o meu emprego e nunca mais consegui arrumar outro.


Minha família desistiu de mim, não sabiam mais o que fazer para que eu parasse de beber.


Comecei a roubar o dinheiro deles para sustentar o meu vício, bebia bebidas baratas, fortes, mas que me destruíram por completo.


E foi neste estado deplorável que eu morri, vítima de uma insuficiência hepática e cardíaca.


O que eu posso dizer agora? Que me arrependo, que gostaria de poder voltar no tempo e dizer para esta juventude que está começando a descobrir a vida, que o álcool também vicia, que o álcool, apesar de permitido, também é uma droga, talvez até pior do que as drogas propriamente ditas, pois é permitido, aceito e incentivado pela sociedade e pela mídia.


Sei que as leis estão mudando, que pelo menos em relação aos motoristas, já há legislação pertinente em relação ao consumo de álcool e à condução de veículos em estado de embriaguez, mas ainda há muito que se mudar na sociedade em geral.


Mas também sei que isso gera conflitos de interesses e conflitos culturais, de séculos de consumo desordenado e sem controle.


É legal ser visto numa festa com um copo nas mãos. É legal se sentir leve, descontraído, alegre. E gostoso saborear um bom vinho, mas tudo tem que ser feito com moderação.


E o limite entre o suportável, o “beber social” e o vício é muito tênue e depende da predisposição do organismo. Tem pessoas que têm tolerância ao álcool, enquanto outros são fracos e sofrem grandes alterações de humor e personalidade quando estão embriagados.


Cuidado! Saibam conhecer os limites do seu corpo, saibam perceber os sinais de que algo está errado, de que você está perdendo o controle sobre a situação e procurem ajuda se necessário.


É muito difícil e doloroso tentar se livrar do vício. É uma vigilância constante. E este é o estado em que estou. Tentando encontrar a minha vida novamente, tentando me salvar, me livrar deste mal.


Obrigada por me ouvirem.



Célia

Laços eternos

sábado, 1 de novembro de 2008



Laços consangüíneos


Não são tudo neste mundo.


Os laços espirituais é que são


Um elo forte e profundo.





Um elo que o tempo não destrói,


Que é fortalecido ao longo da vida,


Das sucessivas existências,


Das provas e experiências.





Coisas que esta vida não explica,


Que aos olhos dos homens não faz sentido,


Mas que aos olhos espirituais,


Tudo fica claro e nítido.





Espíritos afins, espíritos amigos,


Que juntos estão para se ajudar,


Juntos para evoluir,


Juntos para caminhar.





Provas difíceis, também terão que passar,


Mas com a luz da amizade e do amor,


Fica mais fácil de enfrentar.





Amigos e irmãos por toda a vida


Laços que a morte não destrói


Ao contrário, só se fortalecem


E não acabam jamais.

Depoimento - Márcio Daniel



Eu quero mudar.


Eu quero me curar.


Será que ainda há salvação para mim?


Será que alguém pode me estender a mão?


Será que Deus pode me perdoar por tudo o que eu fiz de errado na minha vida?


Será que eu ainda tenho conserto?


Será que eu posso voltar a ser feliz?


Será que eu ainda tenho uma chance de me salvar?


Não sei mais quem eu sou, não sei mais o que eu tenho, não consigo me lembrar da ultima vez em que me senti feliz, em que estive tranqüilo e com o coração em paz.

 
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