Eu não entendia o que se
passava. Não conseguia entender o que tinha acontecido comigo.
A última coisa de que me
recordava era de que eu comecei a sentir uma falta de ar tremenda, uma dor
forte no peito, como se meu coração estivesse explodindo. E então eu perdi os
sentidos e cai no chão. Quando acordei o peito ainda doía, mas a falta de ar
tinha passado. Eu estava num hospital, vendo médicos e enfermeiras tentando me
reanimar, tentando me trazer de volta à vida, mas quão surpresa eu fiquei
quando percebi que eu não estava junto do meu corpo. Eu assistia a tudo a
alguns metros de distância, como se não fosse mais eu, como mera espectadora,
mas era eu.
Eu não conseguia
compreender direito o que se passava, mas depois de um tempo percebi que eu
tinha morrido e que o meu corpo já não me pertencia, já não estava mais comigo.
Mas de um forma muito estranha eu ainda me sentia ligada a ele, eu ainda tinha
algumas percepções de dor e de angústia que eu sabia que vinham do meu corpo.
Aquele momento foi uma das
experiências mais estranhas que já tive. Naquele tempo eu não sabia de nada do
que eu sei hoje e não conseguia compreender direito o que estava acontecendo.
Fui tão irresponsável
durante toda a minha vida, durante a minha última existência na Terra. Fiz tudo
o que vocês podem imaginar de coisas erradas, consumi tudo o que existe de pior
no mundo das drogas. Conheci e convivi com gente muito perigosa e totalmente
sem escrúpulos, que só está interessada em seus próprios propósitos de
enriquecer e de dominar a qualquer custo.
Não vou ficar repetindo o
que vocês já ouviram inúmeras vezes, pois as histórias são diferentes, mas as
conseqüências destrutivas são as mesmas.
Quero dizer que me
arrependo de tudo o que fiz, por todas as coisas e pessoas que perdi.
Quero continuar estudando,
me tratando e orando para que eu seja forte e tenha persistência em me manter
afastada das drogas e permanecer no caminho do bem.
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