Depoimento - Patrick

sábado, 6 de junho de 2009



 É com tristeza que vejo o quanto o mundo está mudado, o quanto os valores estão deturpados, perdidos no tempo.


Hoje vemos uma liberdade muito grande entre os jovens e até mesmo entre as crianças pequenas, aos quais não são impostos limites, que crescem achando que podem tudo, que terão tudo o que quiserem, que podem fazer tudo o que quiserem.
Mas esta aparente liberdade concedida pelos pais, pela sociedade, esta conquista de espaço que vemos hoje, na realidade é o início, muitas vezes, de uma prisão, de uma perda de controle sobre a própria vida, pois a criança que cresce sem limites, sem saber discernir o certo do errado, cresce fraca, insegura. Parece ser muito segura de si, é um verdadeiro reizinho dentro do lar, os pais acham as atitudes independentes do filho, as ousadias de atitudes, a liberdade de expressão, como uma demonstração de inteligência, de maturidade e acabam muitas vezes incentivando esse tipo de comportamento.
E quando menos percebem, a criança chega à adolescência, acha-se auto-suficiente, dona da verdade e torna-se um jovem inconseqüente, que para se auto-afirmar precisa da aprovação da turma, e daí para o envolvimento com drogas e com coisas erradas é um passo.
E digo, com experiência e vivencia de causa, é um passo para um abismo profundo, um passo em falso para um caminho sem volta.

Depoimento - Jussara



Que dor de cabeça! Não há nada que faça essa dor de cabeça passar. Minha cabeça parece que vai explodir em algumas horas. É um desespero sem fim, um tormento diário que carrego há anos comigo.


Mas eu sei que eu fui culpada por isso. Eu sei que a causa dessa dor infinita foram as drogas, foi o abuso que eu fiz delas.


Minha cabeça dói tanto, tanto...


Mas já faz tanto tempo que o meu corpo está morto e enterrado a muitos metros debaixo da terra, que o meu corpo se foi, mas o estranho é que tudo que eu fiz com ele quando eu estava vivo ainda reflete em mim de alguma maneira.


Eu não tenho mais corpo mas sinto muita dor, sinto como se eu estivesse viva, com a diferença que as pessoas não me vêem e não me ouvem mais e o acesso às drogas não é mais possível, pelo menos diretamente.

 
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