Hoje vemos uma liberdade
muito grande entre os jovens e até mesmo entre as crianças pequenas, aos quais
não são impostos limites, que crescem achando que podem tudo, que terão tudo o
que quiserem, que podem fazer tudo o que quiserem.
Mas esta aparente liberdade
concedida pelos pais, pela sociedade, esta conquista de espaço que vemos hoje,
na realidade é o início, muitas vezes, de uma prisão, de uma perda de controle
sobre a própria vida, pois a criança que cresce sem limites, sem saber
discernir o certo do errado, cresce fraca, insegura. Parece ser muito segura de
si, é um verdadeiro reizinho dentro do lar, os pais acham as atitudes
independentes do filho, as ousadias de atitudes, a liberdade de expressão, como
uma demonstração de inteligência, de maturidade e acabam muitas vezes
incentivando esse tipo de comportamento.
E quando menos percebem, a
criança chega à adolescência, acha-se auto-suficiente, dona da verdade e
torna-se um jovem inconseqüente, que para se auto-afirmar precisa da aprovação
da turma, e daí para o envolvimento com drogas e com coisas erradas é um passo.
E digo, com experiência e
vivencia de causa, é um passo para um abismo profundo, um passo em falso para
um caminho sem volta.
Poucos são os que conseguem
se recuperar, com a ajuda da família, de amigos, com o apoio de clínicas de
tratamento e de recuperação. Mas mesmos os que se “recuperam” não saem ilesos
desta experiência altamente destrutiva e perigosa. Mesmo quem consegue se
afastar das drogas levará para o resto da vida (e hoje posso dizer, para depois
do fim dela, pois nosso espírito é eterno e o que fazemos com o nosso corpo
físico reflete em nosso corpo espiritual, deixando marcas que levarão muito
tempo para se apagar), as seqüelas da sua irresponsabilidade e a lembrança das
experiências deprimentes pelas quais passa um viciado.
Fui por muito tempo um
usuário de drogas, daqueles que não se importavam com nada, que não tinha a
menor consciência do quanto eu estava me destruindo. Sofri muito e sei que fiz
a minha família sofrer também.
Hoje entendo que naquela
época a minha mãe fez o que podia, que ela só estava tentando me proteger, da
maneira como ela achava que era melhor, da maneira que ela julgava mais
correta. Mas na época, no auge da minha loucura, ocasionada pela dependência,
eu achei que ela não me amava mais, que ela não me queria maios como filho,
pois eles me abandonaram numa clínica por mais de um ano, por mais de uma vez.
Mas essa era a única forma que eles tinham de me ajudar.
Pais! Eduquem seus filhos
com responsabilidade, com amor e dedicação. Não pensem que sempre dizer sim é a
melhor forma de demonstrar que ama, que é a melhor forma de se fazer presente.
Sei que no mundo moderno, cada vez mais há menos tempo para a educação dos
filhos, que há cada vez menos tempo para acompanhar as atividades escolares e
as amizades. Conversem com seus filhos! Falem para eles, de Deus, de Jesus!
Aproveitem o tempo que
tiverem, por pouco que seja, para ensinar valores morais, de educação e de
respeito às pessoas, de respeito à vida.
Não tenham medo de dizer
não. Não tenham medo de impor limites.
Um dia mais tarde, quando
eles tiverem condições de entender, agradecerão a vocês, por terem se tornado
homens de bem, por não terem se envolvido com o vício, com o crime.
Eu gostaria muito que meus
pais tivessem agido assim comigo, pois isso teria me poupado muito sofrimento e
dor.
Graças a Deus.
Patrick
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