Mensagem - Tomás

sábado, 30 de abril de 2011



Que caiam as máscaras, rufem os tambores. O fim dos tempos se aproxima.
Não dá mais para fingir que está tudo bem, que não há nada acontecendo.
Não dá mais para assistir impassível a estas cenas dantescas que se desenrolam sob os nossos olhos. Não dá para aceitar as desigualdades gritantes que existem no mundo, as injustiças, as guerras.
Não é possível mais viver assim! Há que se fazer algo urgente. O mundo está do avesso! Não dá mais para aceitar o errado como certo. Hoje ser bom é sinônimo de bobo, de ingênuo, de idealista utópico. Está tudo muito errado!
Não dá mais para aceitar ver crianças se alimentando de lixo, de restos, enquanto há tanta fartura e desperdício em milhares de mesas.
Não dá mais para aceitar crianças empunhando armas, lutando por causas que não entendem e que não são suas, enquanto os opressores, dominadores se escondem em lugares protegidos.
Não dá para admitir a corrupção, o desvio de dinheiro arrecadado com o suor e o trabalho do povo, enquanto a saúde pública desaba, enquanto há fome e miséria, enquanto há crianças dormindo na rua.
Não dá para acreditar mais em promessas vazias, que ao longo de décadas não se cumprem e nada acontece.
Como vamos sonhar com um futuro glorioso se aqueles que são o futuro deste país não estão sendo preparados e educados para isso?
Não dá mais para admitir que tantas crianças ainda estejam fora da escola e que não tenham o direito de serem apenas crianças.
Como é possível continuar convivendo com a exploração de crianças, com a falta de amor e de respeito por parte daqueles que tinham o dever de protegê-las?
É mais do que chegada a hora de mudanças profundas, de indignação, de inconformismo, de sair desta inércia letal que nos consome as forças e nos fez acostumar e aceitar as coisas como elas são.
Que cada ser humano, cada cidadão de boa vontade, que acredita no futuro deste planeta, no futuro glorioso deste país, conscientize-se de sua responsabilidade e de sua importância nas mudanças planetárias que devem ocorrer nos próximos anos.
É preciso muita oração, vigilância nos pensamentos, mas acima de tudo, boa vontade e ação.
Palavras somente são vazias se não colocadas em prática.
Força! União! Fé!
E prática da caridade e Evangelho em ação.

Tomás 

Escravidão e Libertação

sábado, 23 de abril de 2011



Ah, meu Brasil...
Terra amada, terra fértil, terra bendita que me acolheu
Meu Brasil cheio de diversidades, cheio de belezas naturais
De riquezas culturais, mas também tão cheio de injustiças
De pobreza não só de pão, mas pobreza de espírito
Mais de um século já se passou,
A escravidão foi abolida de nosso país,
Mas será que não temos mesmo mais escravos em nossa Terra?
Quando vejo crianças nos faróis das grandes cidades,
Crianças fora da escola,
Trabalhando por migalhas ou para não apanhar
Crianças, mulheres vendendo o corpo para viver
Quando vejo homens na política,
Presos a esquemas de corrupção e dinheiro
Quando vejo traficantes viciando jovens, crianças
Adultos de toda classe social e cor
Quando vejo trabalhadores sem esperança
Trabalhando para sobreviver
Fazendo o que não gostam em troca de um salário miserável
Que não garante a sua dignidade e a dos seus
Quando vejo os conflitos interiores
As batalhas de consciência que vivemos
Quando vejo mães e pais que, de tanto trabalhar,
Em busca de conforto material e sucesso profissional,
Estão deixando de conviver com seus filhos
Quando vejo famílias destruídas pelos vícios, pelas drogas
Quando vejo a imposição, a ditadura da mídia,
Do consumismo, da estética, da busca pelo corpo perfeito,
Da casa perfeita, do carro luxuoso, da família feliz, da riqueza, do luxo.
Quando vejo que o ser humano não tem tempo para si mesmo e para os seus
Pergunto-me: será que a escravidão foi realmente abolida? Ou vivemos escravos do tempo, escravos do trabalho, do sucesso, do dinheiro, da ditadura do “ter”?
Será que somos verdadeiramente livres?
A única liberdade verdadeira é a do espírito.
O espírito quando encarnado na Terra, submete-se às amarras do corpo material denso que tolhe sua verdadeira liberdade. Mas a liberdade de pensamento, de atitudes, de sentimentos, esta ninguém tira de nós.
A vida na Terra é passageira. Mas o espírito é eterno e de nossas atitudes depende a nossa verdadeira liberdade futura.

Isabel 

 
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