Ah, meu Brasil...
Terra amada, terra
fértil, terra bendita que me acolheu
Meu Brasil cheio de
diversidades, cheio de belezas naturais
De riquezas
culturais, mas também tão cheio de injustiças
De pobreza não só de
pão, mas pobreza de espírito
Mais de um século já
se passou,
A escravidão foi
abolida de nosso país,
Mas será que não
temos mesmo mais escravos em nossa Terra?
Quando vejo crianças
nos faróis das grandes cidades,
Crianças fora da
escola,
Trabalhando por
migalhas ou para não apanhar
Crianças, mulheres
vendendo o corpo para viver
Quando vejo homens
na política,
Presos a esquemas de
corrupção e dinheiro
Quando vejo
traficantes viciando jovens, crianças
Adultos de toda
classe social e cor
Quando vejo
trabalhadores sem esperança
Trabalhando para
sobreviver
Fazendo o que não
gostam em troca de um salário miserável
Que não garante a
sua dignidade e a dos seus
Quando vejo os
conflitos interiores
As batalhas de
consciência que vivemos
Quando vejo mães e
pais que, de tanto trabalhar,
Em busca de conforto
material e sucesso profissional,
Estão deixando de
conviver com seus filhos
Quando vejo famílias
destruídas pelos vícios, pelas drogas
Quando vejo a
imposição, a ditadura da mídia,
Do consumismo, da
estética, da busca pelo corpo perfeito,
Da casa perfeita, do
carro luxuoso, da família feliz, da riqueza, do luxo.
Quando vejo que o
ser humano não tem tempo para si mesmo e para os seus
Pergunto-me: será
que a escravidão foi realmente abolida? Ou vivemos escravos do tempo, escravos
do trabalho, do sucesso, do dinheiro, da ditadura do “ter”?
Será que somos
verdadeiramente livres?
A única liberdade
verdadeira é a do espírito.
O espírito quando
encarnado na Terra, submete-se às amarras do corpo material denso que tolhe sua
verdadeira liberdade. Mas a liberdade de pensamento, de atitudes, de
sentimentos, esta ninguém tira de nós.
A vida na Terra é
passageira. Mas o espírito é eterno e de nossas atitudes depende a nossa
verdadeira liberdade futura.
Isabel
Postar um comentário