Que o homem se compadeça do
homem...
Que a compaixão e o amor
floresçam na humanidade.
Quantas misérias e quanto
sofrimento poderiam ser evitados se houvesse fraternidade e amor, se os homens
se amassem verdadeiramente como irmãos, se pudesse enxergar além da matéria,
além dos laços de carne, além do contexto social em que estão inseridos.
Aos olhos da matéria nem tudo
faz sentido, há muito individualismo e egoísmo, cada um olhando para os seus,
lutando pelos próprios interesses, muitas vezes em detrimento dos direitos e
interesses dos outros.
O problema de um estranho, para
a maioria das pessoas, não lhe diz respeito, às vezes até o compadece, até o
comove, mas nada se faz.
Muito pouco fazemos pelos nossos
semelhantes, pelos nossos irmãos perante Deus, mas estranhos perante a
perspectiva material.
Para a maioria de nós, sabemos
que os problemas da nossa sociedade, do nosso país são nossos problemas também,
mas pouco ou nada fazemos para mudar, para alterar o curso dos acontecimentos,
o curso da história.
É como se assistíssemos a vida
passar diante de nossos olhos, como se fossemos meros espectadores e quase
nunca agimos como protagonistas de nossa vida. Simplesmente deixamos as coisas
acontecerem, deixamos a vida se desenrolar sem assumir a responsabilidade pelo
que acontece à nossa volta, sem pensar, sem refletir no que podíamos fazer para
mudar nosso destino, para fazer melhor o mundo em que vivemos.
É preciso pensar mais no
coletivo, nas consequências de nossos atos, no mundo como um todo. É preciso
que haja mais consciência de que os problemas dos outros, de alguma forma estão
interligados à nossa própria vida. Que cada pequeno ato, cada pequeno gesto
pode fazer a diferença.
Irmão da Cruz
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