Uma
estrada árida, deserta, sem volta e sem fim.
Um
caminho solitário, longo, doloroso.
Uma
longa caminhada, de muitas dores e sofrimentos.
É
como andar no deserto, sedento, à procura de água, à procura de uma sombra para
descansar e jamais encontrar, jamais se saciar.
É
como estar sempre em delírio, é como uma miragem, que quando você chega perto
se esvaece e aparece mais longe, em um lugar inatingível, que requer o reinício
da caminhada, o reinício da busca.
Esta
busca incessante por não se sabe bem o que.
Esta
falta premente, esta vontade urgente, que é preciso satisfazer.
Mas
que nada satisfaz....
Este vazio tão grande, este abismo profundo em que
se deixa cair.
É morrer todo dia um pouco.
É uma angústia que nunca tem fim.
Por que meu Deus, por que tinha que ser assim?
Por que fui jogar minha vida fora?
Por que não consegui ir embora,
Pra bem longe, bem longe de mim?
Por que nada estava bom para mim?
Por que nada me satisfazia?
Por que nada, nada havia...
Dentro
de mim me sentia vazio, me sentia solitário, atormentado por sombras e por um
abismo tremendo, que me fez ir ao encontro delas.
Delas
que acabaram comigo, delas que me destruíram pouco a pouco, que me fizeram
escravo, que me torturaram em cada segundo que tive de vida depois que as
conheci.
Quero
paz, quero poder me livrar deste mal, quero voltar a viver, quero encontrar o
fim desta estrada dolorosa, quero poder descansar, quero sentir a vida dentro
do meu ser novamente. Pois há muito não me sinto vivo, pois há muito não sei o
que é viver.
Hoje
sei que já não me encontro entre os vivos, mas mesmo quando aí estava, não
sentia a vida fluir dentro de mim, não sentia alegria, não sentia a paz, nem
este Deus de quem vocês falavam esta noite.
Recebo
um convite de alguns amigos de luz que me chamam a segui-los, a partir para um lugar
onde eu possa ter paz, onde eu possa encontrar a vida dentro de mim.
Obrigado
pela oportunidade de falar e ser ajudado.
Boa
noite!
Gustavo
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