sábado, 25 de outubro de 2008



Leve como o vento


Suave como a brisa


À luz do pensamento


Tudo se realiza





Lugares que nem sabemos existir


Caminhos que podemos percorrer


Tudo é possível em nossa imaginação


Tudo é possível, basta querer





Imaginemos um lugar tranqüilo


Onde as pessoas vivem em liberdade


Onde não há tristeza, nem suspiros


E onde o que importa é a amizade





Amizade que vem de dentro


Sincera, do fundo do coração,


Olhando o outro com um sorriso


E o abraçando como a um irmão





E este lugar pode existir


Dentro de nós


Basta querer e acreditar.





Joana

Depoimento - Márcio



Onde estou? Que lugar é esse?


Não sei muito bem como vim parar aqui. Parece que eu estava dormindo e quando dei por mim estava aqui, sentado, ouvindo coisas que eu nunca tinha parado para pensar, ouvindo coisas que agora parecem fazer sentido em minha vida, como se eu tivesse sido despertado de um sono profundo, de um estado letárgico e inerte em que eu me encontrava ainda há pouco.


Ouvi vocês falarem sobre reencarnação, sobre vida após a morte, sobre sentir na pele o que fizemos os outros sofrerem. Sabem que eu nunca tinha pensado sobre isso? Sabem, eu ainda não entendo muito bem tudo o que foi falado aqui esta noite, mas uma coisa eu compreendi: que não há mal nem sofrimento que para sempre dure e que Deus só quer o nosso bem. Quantas vezes eu fui procurado por pessoas boas, que quiseram me ajudar, mas eu não quis seguir com eles, preferia vadiar e continuar minha vida, se é que posso chamar assim o meu estado atual, em liberdade, fazendo o que me viesse na cabeça, sem me importar com as conseqüências.


Quando estive vivo aí na Terra, fui traficante, dos grandes. Comandava esquemas milionários, envolvendo quadrilhas, policiais, diretores de presídio, agentes penitenciários e agentes federais, de alfândega, todo o tipo de gente corrupta, que facilitava nosso esquema e permitia que a droga continuasse chegando aos usuários finais.


Quantos jovens e até mesmo crianças, recém saídas da infância, eu fui responsável por viciar. Como isso me pesa na consciência. Quanto mal eu fiz, quantas famílias destruí. E tudo pelo poder, pelo dinheiro, este dinheiro maldito que eu nunca soube empregar bem, mas que sustentava uma vida de luxo, de riqueza, de festas e noitadas que o dinheiro podia financiar.


Quanto me envergonho hoje, ouvindo esta parábola que vocês leram, a “Parábola dos Talentos”, que já se encontrava esquecida em meu subconsciente, que eu ouvi quando freqüentava as aulas de catecismo em minha infância.


Como fui cair no mundo do crime? Companhias, amizades perniciosas e perigosas, adquiridas ao longo dos anos, pautadas pelo interesse, pela ambição, pelo dinheiro fácil, pelo dinheiro sujo.


Quanto me envergonho pelo mal que fiz, pela minha irresponsabilidade, pelas vidas que ajudei a destruir.


Quero pedir perdão a Deus e a todos que prejudiquei.


Quero me sentir limpo outra vez, quero esquecer todo o mal que fiz e trabalhar em prol da juventude e da infância.


Estou sendo convidado a seguir com espíritos bons para ajudar no trabalho de recuperação de jovens desencarnados vitimados pelas drogas, como aqueles que eu prejudiquei.


Agradeço pela oportunidade que estou recebendo para resgatar as minhas faltas e vou seguir com eles para uma nova vida, para uma nova chance, para tentar consertar um pouco do estrago que causei.


Obrigado por esta noite Senhor! Por esta noite decisiva em minha vida, para o meu arrependimento e para a minha redenção.


Toda a inteligência que Deus me deu, eu usei para o mal, eu usei bolando estratégias e políticas perfeitas que me permitiram viver bem, pelo menos enquanto estive aí na Terra. Mas agora, quero utilizar a minha inteligência para ajudar, para curar feridas.


Muito obrigado.




Márcio

Primavera interior

sábado, 18 de outubro de 2008



A primavera enche de flores e de cores as casas, os jardins e os quintais.


Que em nosso coração cultivemos também flores, que em nosso coração seja sempre primavera, a estação da vida, a estação das flores, da beleza, da luz.


Que de nossos lábios só saiam palavras de amor, de compreensão, de respeito, de esperança.


Que de nossos olhos saiam raios de luz, como a luz do sol, que traz vida, que ilumina as trevas, levando luz e alento a quem necessita.


Cultivem a alegria no coração. Tragam música dentro de suas almas, como o canto dos pássaros da primavera, como o canto da vida.


Sejam luz! Levem luz e esperança a todos os que puderem.


Um abraço carinhoso deste amigo que está sempre com vocês.



Plínio

Crianças do meu Brasil



Oremos por todas as crianças, de todas as raças, de todas as cores, de todos os credos.


Oremos pelo seu futuro, pela sua educação, pelo seu bem estar, pela sua proteção material e espiritual.


Que todo aquele que tem uma criança sob a sua responsabilidade tenha consciência da importância da educação e da orientação da mesma pautada nos ensinamentos do Cristo.


Que todo aquele que conhece uma criança, que tem possibilidades de ajudar uma criança, de dar amor, de ensinar, de instruir, de proteger, que o faça, pois elas são o nosso futuro. E do bem estar e da boa orientação dessas crianças depende o futuro do nosso Brasil.


Que Deus abençoe e proteja todas asa crianças.


 Graças a Deus.



Eunice

Depoimento - Toninho



No início aqueles becos escuros, imundos me causavam calafrios, medo, muito medo. Em sã consciência eu jamais teria entrado lá, mas drogado como estava e querendo mais, precisando de mais droga, eu não pensei duas vezes e fui ao encontro deles.


Chovia, fazia muito frio e aquilo tornava o beco ainda mais sombrio e assustador. Pessoas me olhando, desconfiadas, homens falando baixinho, me olhando de lado, pessoas que pareciam me seguir, para saber aonde eu iria, o que eu iria fazer, com quem iria me encontrar. Pessoas que não me conheciam e que queriam ter certeza que eu não representava perigo para os negócios deles.


Eu ia entrando, andando rápido, tentando me recordar do caminho que eu fizera uma vez em companhia do traficante que me vendia. Não era muito comum eu ir buscar lá no beco, mas quando a droga acabava no meio de um fim de semana como daquela vez e eu não agüentava esperar até segunda-feira na faculdade, a compulsão me fazia ir atrás dele. Ele não gostava muito que eu invadisse o seu território, nem sempre era seguro que fosse assim, mas eu estava em tamanho desespero que não podia esperar e eu fui atrás de mais e mais.

Chama de luz

sábado, 4 de outubro de 2008



Imaginem a luz de uma vela.


A luz parece fraca, mas em meio às trevas é um alivio e um conforto para quem está mergulhado nelas.


A luz parece tão frágil, tão fácil de ser extinta, se move com o sopro do vento, parece que vai se apagar, mas depois retorna ainda mais vigorosa, ainda mais forte, iluminando com mais força.


Assim também deve ser a nossa força de vontade, a nossa união no trabalho da caridade.


Como uma pequenina chama de luz, que começa frágil, às vezes tímida, às vezes com vontade de se apagar, parecendo não ter forças para se manter acesa, mas que não desiste. Que supera o vento, as forças das trevas que parecem querer arrebatá-la e que se renova iluminando com força, com amplidão e se multiplica com amor e boa vontade.



Evanhoé

A quem muito foi dado, muito será cobrado...





É com tristeza que vejo o quanto o coração dos homens se tornou endurecido ao longo dos anos.


Achamos que temos sabedoria, conhecimento, cultura, mas pouco sabemos de nós mesmos, de nossos medos, de nossas lutas intimas. Pouco ou quase nada fazemos pelos nossos semelhantes e pela educação do nosso país. De que adianta tanto saber, tanta instrução, se guardamos tudo para nós mesmos?


Nos achamos piedosos, achamos que temos um bom coração pois nos compadecemos das mazelas alheias, nos sensibilizamos quando assistimos aos noticiários que nos falam de guerras distantes, que nos mostram a realidade dura de crianças em países longínquos, em lugares onde nunca estaremos. Nos revoltamos contra os terroristas, os guerrilheiros, governantes corruptos, exploradores de crianças, mas o que estamos fazendo para mudar coisas menores que estão bem diante de nossos olhos?


Quantos de nós abrimos a janela do carro ou não atravessamos a rua quando vemos uma criança mal vestida, mal cheirosa?


Quantos de nós oferecemos um olhar, um pedaço de pão para aqueles que nos estendem a mão?


Quantos de nos estamos dispostos a abrir mão do conforto do nosso lar, de dispor de um pouco do nosso tão precioso e ocupado tempo para dar um pouco de alento aos menos favorecidos?


É fácil falar do que deveria ser feito, é fácil saber que falta, é fácil julgar quem não faz, mas quando sentiremos vergonha de não estar fazendo nada pelo nosso próximo, pelo futuro de nossa Nação?


Lembrem-se da máxima do Cristo: “A quem muito foi dado, muito será cobrado”.


Quem erra por ignorância, por falta de condições e de recursos, tem uma desculpa. Mas quem tem tudo para faze-lo e não o faz, chorará de arrependimento por ter desperdiçado oportunidade valiosa concedida pelo nosso Pai.


Queridos, pensem com carinho. Mais uma vez lhes peço: unam-se e trabalhem pelo futuro do nosso Brasil e pela paz no mundo.


Irmão da Cruz

Depoimento - Adriana



Não entendo por que a vida sempre foi tão difícil, por que sempre foi tão cruel comigo.


Dificuldades, pobreza, sofrimentos, enfrentei de tudo quando estive aí na Terra.

Cresci em meio a bandidos, traficantes, violência, falta de estudo, falta de afeto, falta de comida, falta de compreensão, falta de respeito e de dignidade.

Cresci sem saber a diferença entre o que era certo e o que era errado, sobre a diferença entre o bem e o mal, sem saber o que eu queria ser quando crescesse, sem perspectivas de vida, sem esperança.

Nunca ouvi falar de Deus, nunca soube quem Ele realmente era e o que significava ser filho de Deus.

Não havia nada que eu temesse, tão acostumada estava com tanta maldade e injustiça, com tanta violência e falta de valores morais.

A vida vale muito pouco, para quem não tem nada a perder.

Pelo menos era o que eu pensava na época.

 
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