É
com tristeza que vejo o quanto o coração dos homens se tornou endurecido ao
longo dos anos.
Achamos
que temos sabedoria, conhecimento, cultura, mas pouco sabemos de nós mesmos, de
nossos medos, de nossas lutas intimas. Pouco ou quase nada fazemos pelos nossos
semelhantes e pela educação do nosso país. De que adianta tanto saber, tanta
instrução, se guardamos tudo para nós mesmos?
Nos
achamos piedosos, achamos que temos um bom coração pois nos compadecemos das
mazelas alheias, nos sensibilizamos quando assistimos aos noticiários que nos
falam de guerras distantes, que nos mostram a realidade dura de crianças em
países longínquos, em lugares onde nunca estaremos. Nos revoltamos contra os
terroristas, os guerrilheiros, governantes corruptos, exploradores de crianças,
mas o que estamos fazendo para mudar coisas menores que estão bem diante de
nossos olhos?
Quantos
de nós abrimos a janela do carro ou não atravessamos a rua quando vemos uma
criança mal vestida, mal cheirosa?
Quantos
de nós oferecemos um olhar, um pedaço de pão para aqueles que nos estendem a
mão?
Quantos
de nos estamos dispostos a abrir mão do conforto do nosso lar, de dispor de um
pouco do nosso tão precioso e ocupado tempo para dar um pouco de alento aos
menos favorecidos?
É
fácil falar do que deveria ser feito, é fácil saber que falta, é fácil julgar
quem não faz, mas quando sentiremos vergonha de não estar fazendo nada pelo
nosso próximo, pelo futuro de nossa Nação?
Lembrem-se
da máxima do Cristo: “A quem muito foi dado, muito será cobrado”.
Quem
erra por ignorância, por falta de condições e de recursos, tem uma desculpa.
Mas quem tem tudo para faze-lo e não o faz, chorará de arrependimento por ter
desperdiçado oportunidade valiosa concedida pelo nosso Pai.
Queridos,
pensem com carinho. Mais uma vez lhes peço: unam-se e trabalhem pelo futuro do
nosso Brasil e pela paz no mundo.
Irmão
da Cruz
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