Crianças abandonadas
Soltas, largadas,
Perdidas no nada
Em meio a uma multidão.
Estendem os braços
E nada recebem.
Vão suplicantes e encontram
Olhos vazios de compreensão!
Esboçam um sorriso
angustiante,
E recebem indiferença.
Elas precisam somente
De amor, estudo, carinho e
pão!
Que mundo é este Senhor?
Onde há tanta riqueza e
poder,
Deixam de socorrer
A desamada infância!
Que infâmia!
Órfãos de pais e de país
E dos direitos primordiais
De viver uma infância feliz!
Senhor! Olhai pelos
pequeninos,
Pois aqueles que já foram
meninos
Têm os olhos vendados ou
endurecidos.
E não vêem mais a beleza
E a inocência da infância
Já não lembram da
importância
De vivê-la segura e feliz...
E dizem que ela é o nosso
futuro,
Meu Deus, que será do meu
país?
João
de Deus
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