Uma
flor solitária na beira de um penhasco.
Nascida
entre as rochas, onde não se diria ser possível qualquer forma de vida, seja
pela escassez de alimento provido pelo solo infértil, seja pela proximidade do
abismo e do vento forte e frio.
Mas
a flor, contrariando a nossa razão, reina soberana naquele espaço.
E
sua beleza é tão singular, sua delicadeza quase nos faz chorar e pensar em como
a natureza é perfeita, em como Deus é bom.
E
a flor, apesar de solitária, está próxima do céu, contemplando a imensidão
azul, as nuvens que se movimentam, como a dançar ao sabor do vento.
A
flor, apesar de sozinha, contempla a luz do sol de perto, sente o calor que lhe
traz vida em suas pétalas, em suas folhas.
A
flor, apesar de solitária recebe o orvalho da manhã com a alma agradecida pelo
frescor que lhe invade o ser, que permite que ela permaneça viva e viçosa.
E
a flor, mesmo quando chega o inverno e perde todas as suas pétalas, se
encolhendo dentro de si, se escondendo do frio, está apenas adormecida,
refletindo e se preparando para quando a primavera chegar.
Assim
também, saibamos, mesmo nos sentindo sozinhos, aproveitar as coisas boas da
vida, aproveitar as bênçãos que a natureza nos concede, as bênçãos que o Pai
nos dá e sermos felizes com o que temos.
Mesmo
que nos encontremos à beira de um abismo, onde à primeira vista pode parecer que
estamos em perigo e que não temos saída, olhemos adiante e contemplemos a
imensidão.
Pense
que quanto maior o abismo, maior a queda. Mas também, quanto mais alto
subirmos, mais nos aproximaremos do Pai.
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