Cultivem a alegria dentro de si
Quando sentirem desânimo, melancolia
Quando sentirem a fé vacilante
Quando tudo parecer dar errado
Ergam os olhos ao alto
E sintonizem a luz do Pai Criador
Mantenham a mente vigilante e alerta
Afastem os maus pensamentos
Tragam música na alma
Tragam o coração em festa
Enfeitem de flores as janelas
Sintam a luz do sol
Sintam o vento, sintam o ar entrar nos pulmões
E agradeçam pela vida
E vocês verão que todos os problemas se dissiparão
E parecerão distantes e menores do que antes
Deus não nos desampara jamais
Tenham confiança e tudo dará certo
Tenham esperança de que as águas turbulentas se acalmarão
Que a tempestade que por vezes nos invade o íntimo se dissipará
E a luz há de brilhar
Forte e constante em nossas vidas
Acreditem no amor
Acreditem na paz
Acreditem na força da fé e na misericórida divina
Graças a Deus
Alceu
Cultivem a alegria
sábado, 30 de janeiro de 2010
Depoimento - Marcelinho
Sabe quando você acha que já chegou ao fundo do poço, que já conheceu o que há de mais sujo e mais baixo, quando se acredita que está na lama, no fundo do abismo, que não há mais nada que possa te colocar mais baixo? Pois a droga ultrapassa todos esses limites e te põe num nível ainda mais baixo, num degrau abaixo do pior que você pode imaginar. A droga destrói tudo, traga tudo com uma voracidade inacreditável, com uma velocidade infinita, que você não consegue explicar como entrou nessa e muito menos tem a menor ideia de como fazer para sair.
A droga destruiu a minha vida. Fez com que eu moralmente deixasse de pertencer à classe humana e passasse a viver pior do que o pior dos animais mais selvagens, mais irracionais.
Eu não tinha mais sentimentos, não tinha amor próprio, não tinha vontade de fazer nada, de estudar, de trabalhar, de me relacionar normalmente com as pessoas, de viver em sociedade.
Nem sei por quanto tempo vivi assim. Na época, eu não tinha consciência de mais nada, não tinha mais capacidade de pensar com lucidez, com clareza.
Vivia em estado de constante alucinação, de loucura, com o organismo entorpecido, com a mente adulterada, com meus sentimentos anestesiados.
Nada mais me importava. Não sentia mais nada por ninguém, não tinha amor próprio, não tinha mais vontade de viver.
A vida me parecia vazia. Não acreditava em Deus, não acreditava no amor. Não me entendia com a minha família. E a droga foi a minha fuga, a forma que encontrei de não ter que enfrentar a vida, de enfrentar a realidade.
Mas não adiantou nada. O vazio não se preenchia. A solidão não passava. Não tinha esperança, não tinha perspectivas de vida, não tinha mais vontade de viver.
E acabei morrendo, afundado no uso das drogas, cada vez mais fortes, cada vez mais constantes. Sei que fui um suicida, que acabei com a vida que recebi do Criador e que eu não tinha esse direito, que eu não podia ter acabado com tudo.
Acabar com tudo... Grande ilusão. Eu achava que se eu morresse, todo sofrimento acabaria e eu não teria que enfrentar as dificuldades e as desilusões.
Mas descobri, a amargas penas, que não era assim.
Sofrimento verdadeiro eu conheci depois que morri.
Mas isso foi há muito tempo.
Graças a Deus, o sofrimento não é eterno e sempre há uma nova chance, mesmo para os que erraram como eu errei.
Deus me perdoou e eu tenho profundo arrependimento pelas coisas que eu fiz, pelas coisas que eu deixei de viver, pelas oportunidades desperdiçadas.
Mas também sei que naquele momento era o que eu tinha condições de fazer. Eu não sabia nada da vida após a morte, da imortalidade da alma, fui um fraco, um irresponsável, covarde, que precisou do sofrimento para crescer, para aprender.
Amem a vida! Ocupem suas mentes com boas leituras, com boas conversas, com bons amigos, com a prática do bem, da caridade com os menos favorecidos.
Aproveitem a oportunidade que receberam do Pai Criador.
Agradeçam por estarem vivos.
Agradeçam por serem perfeitos.
E acima de tudo agradeçam pela oportunidade de terem conhecido a Doutrina Consoladora ainda em vida, enquanto ainda há tempo de mudar, enquanto ainda tem a chance de fazer algo para melhorar o mundo.
Boa noite a todos.
Fiquem em paz.
Marcelinho (30/01/10)
Depoimento - Anderson
sábado, 16 de janeiro de 2010
Eu tinha toda uma vida pela frente mas por um momento de descuido joguei tudo fora. Acabei com os meus sonhos de vida, acabei com os sonhos e com a alegria e a vida dos meus pais.
Como fui imbecil, idiota em acreditar nos meus colegas, em acreditar que só um pouquinho não me viciaria! Eu tinha tudo e joguei tudo isso fora por tão pouco, por uma ilusão passageira, por um momento de prazer, de delírio e que paguei caro com a minha própria vida.
Jovens, cuidado! Afastem-se do mal caminho, estudem, escutem o que seus pais, amigos de verdade, professores falam. É verdade sim que a droga vicia, que é um caminho sem volta, um caminho que destrói, que mata, um abismo sem fundo.
Até hoje ainda sofro as consequências da minha burrice, desse passo em falso que eu dei na minha vida e que foi o fim dela.
Fim é maneira de dizer, pois o fim da vida na Terra foi o começo de um sofrimento ainda maior, pois eu não tinha mais um corpo mas ainda sentia tudo. Não estava mais vivo, mas tinha plena consciência de tudo o que tinha acontecido e de tudo que eu tinha feito. Falava e ninguém me ouvia. Gritava por socorro e não tinha resposta. Sentia falta da droga e não tinha mais como comprá-la.
Mas este fim também foi um recomeço. Descobri que a vida não termina com a morte e que mesmo com os filhos que mais erram, Deus é só amor, misericórdia e perdão.
Mesmo tendo errado tanto, recebi a misericórdia e a compaixão divina de ser recolhido e acolhido numa estação de tratamento e repouso, onde compreendi o que tinha acontecido, desintoxiquei meu períspirito, estou estudando, aprendendo a me equilibrar e ajudando como posso os novos amigos que chegam todo dia, tao necessitados ou mais do que eu fui um dia.
Um abraço, Anderson (16/01/10)
Cidadão do Mundo
sábado, 19 de dezembro de 2009
De dia ando
De noite tardo
De tarde adormeço
Mas não me largo
Não me deixo entregar
Pelo mundo eu vou
Caminhando sem rumo
Caminhando sem parar
Levo a vida, leve e solto
Como uma folha ao vento
Voando ao sabor da brisa
Com a leveza por dentro
Não me digam o que fazer
Não me digam aonde ir
Sou dono do meu destino
Sou livre como um menino
O céu é o meu limite
Para mim não há fronteiras
Para o espírito não há barreiras
Sou cidadão do mundo
Sou livre, o Universo é minha Pátria
Deus é o meu leme
E Jesus, a minha estrela guia
Trago a bandeira da liberdade como meu estandarte
A liberdade de pensar
A liberdade de amar
A liberdade de seguir
Caminhando com os próprios pés
Aonde o vento me levar
Aonde a vida assim quiser
Mas sempre com a certeza de que não estou sozinho
Com a certeza de que Deus olha por mim
De que se estiver no caminho certo
Ele sempre estará por perto
Meu coração apesar de tudo
Às vezes é inquieto
Às vezes questiona o que está por vir
Sinto dentro de mim
A ânsia de saber
A ânsia de conhecer mais
De conhecer novos caminhos
De desbravar novos horizontes
Às vezes trôpego,
Outras vezes firme
Mas eu sempre me levanto
Não me deixo cair,
Não me deixo no chão ficar
Vou adiante, seguindo pra qualquer lugar
Sou livre, sou errante
Sigo a vida sem cessar
Dia após dia
Hora após hora
Minuto a minuto
Para junto de ti, Pai, chegar.
Um cidadão do mundo
Um novo olhar
Belo é o céu no fim da tarde
Belo é o mar que nossa alma invade
Belo é o sol que nos aquece
Bela é a chuva que do céu desce
Bela é a obra de Deus Pai Criador
Belo é o exemplo de Jesus, de humildade e amor
Belo é o sentimento de amizade fraterna
Belas são as flores que desabrocham na primavera
Belo é o coração que emana luz
Belo é o exemplo de nosso Mestre Jesus
"Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.
Transformai a Terra no Paraíso que eu sempre sonhei".
União, fraternidade, humildade e fé.
Esperança num mundo melhor.
João de Deus
Depoimento - Patrick
sábado, 6 de junho de 2009
Depoimento - Jussara
Depoimento - Pamela
sábado, 23 de maio de 2009
Luz e trevas
sábado, 2 de maio de 2009
Depoimento - João Carlos
sábado, 25 de abril de 2009
Plantio bendito
sábado, 18 de abril de 2009
Depoimento - Paulo
sábado, 11 de abril de 2009
“Amar a Deus sobre todas as coisas. Amar ao próximo como a ti mesmo.” Que este ensinamento do Cristo, que resume toda a Lei Mosaica, seja nossa estrela guia, nosso norte e esteja presente em cada momento de nossas vidas.
Que a oração seja constante, que a prática do Evangelho seja nosso objetivo de vida.
O amor é inerente ao ser humano como parte que somos do Pai Criador.
Toda criatura, por pior que seja, possui, ainda que em estado latente, o amor dentro de si, seja por um ente querido, seja por um animal de estimação, por uma planta. Todo ser humano traz dentro de si uma centelha do amo Divino, que só precisa de tempo para germinar.
Que o amor de Deus possa tocar todas as criaturas viventes e que o amor do Cristo renasça diariamente em cada coração.
Anselmo (11/04/09)
Depoimento - Alice
O poder do amor
Depoimento - Cristina
sábado, 4 de abril de 2009
Gratidão ao Criador
sábado, 21 de março de 2009
Depoimento - Amadeu
Depoimento - Sandra
sábado, 14 de março de 2009
Depoimento de uma mãe - Márcia
sábado, 7 de março de 2009
Eu não consegui salvar meu filho. Mas morri tentando defendê-lo, como fiz a minha vida toda, desde que ele nasceu, desde que ele saiu de dentro de mim.
Só quem é mãe pode entender o que se passa num coração de mãe quando vê o filho sofrer, quando vê o filho correndo perigo.
E vocês não têm idéia do que eu passei e das coisas que tive de enfrentar para defender o meu filho dos traficantes.
Nós morávamos numa favela, num morro dominado por traficantes. A lei do morro é assim: todo mundo sabe o endereço dos traficantes, todo mundo sabe o que acontece, mas ninguém denuncia, ninguém abre a boca senão morre, senão pode ter problemas.
E eu sabia do perigo que o meu filho corria vivendo naquele ambiente, convivendo com pessoas envolvidas com o tráfico e usuários de drogas.
Mas o que eu podia fazer? O que eu podia fazer, se eu não tinha condições de sair dali, se a gente não tinha condições de morar em outro lugar, longe de tudo aquilo?
Quando ele era pequeno era mais fácil, eu conseguia tê-lo por perto, dentro de casa, sob os meus olhos atentos.
Mas quando ele cresceu um pouco mais, antes mesmo de chegar à adolescência, ele ganhou a liberdade e conquistou o direito de brincar na rua, de ir sozinho à escola.
Eu trabalhava o dia todo, saia muito cedo e só chegava em casa à noite. Uma vizinha me ajudava a cuidar dele, mas ela também tinha os seus afazeres e não conseguia saber com detalhes o que ele fazia o dia todo. Quando ele era pequeno ficava na creche e eu levava e buscava, mas quando ele ficou maior, teve que deixar a creche e foi para a escola. Mas a escola ocupava o tempo dele só parte do dia. O restante ele ficava com esta vizinha até eu voltar, mas ele tinha os amigos, brincavam na rua, se divertiam.
E aí começaram os problemas. Ele acabou conhecendo uns meninos que já tinham experimentado drogas e que achavam o barato legal e ofereceram para o meu filho.
Eu conversava muito com ele em casa, tentando alertá-lo sobre o perigo das drogas, sobre as más companhias, mas ele era apenas um menino e na maior parte das vezes não me dava muita atenção.
Quando eu percebi que ele estava envolvido já era tarde, ele já era quase um homem e eu não conseguia mais segura-lo.
Ele chegou a me agredir, tanto com palavras quanto fisicamente, ensandecido pelo efeito das drogas.
Eu tentava impedi-lo de sair de casa, tentava chamá-lo para a realidade, para acordá-lo desta loucura e traze-lo volta para junto de mim.
Cheguei à loucura de procurar os traficantes e proibi-los de vender drogas para o meu filho, de ameaçá-los dizendo que eu os denunciaria para a polícia se eles não deixassem o meu filho em paz, se eles não deixassem que eu tentasse recuperar meu filho.
E é claro que eles riram na minha cara, me chamando de velha louca e estúpida, me ameaçando que se eu não parasse de me meter nos negócios deles, que se eu não deixasse livre o caminho deles, eu teria que arcar com as conseqüências, que não seriam nada boas para mim.
Eu contei tudo para o meu filho, implorei que ele deixasse de usar drogas, que ele se afastasse desse caminho, que ele voltasse para o nosso lar, para a nossa vida antiga, feliz. Mas ele estava muito viciado e não me ouviu.
E eu não podia ver meu filho se destruindo e não fazer nada e procurei a policia. Mas por ironia do destino, os policiais que me atenderam estavam envolvidos até a alma com os traficantes, com a propina que recebiam deles para que o tráfico continuasse correndo solto no morro e fora dele e vocês já sabem o meu fim.
Os traficantes ficaram sabendo o que eu fiz e armaram uma emboscada para mim.
E foi assim que eu morri. Meu desespero foi tão grande por não poder mais tentar proteger o meu filho, que agora estava sozinho no mundo, sem ninguém para olhar por ele.
Eu queria continuar do lado dele, eu queria tirá-lo dessa vida, mas agora que eu não tinha um corpo, que ele não conseguia me ver nem me ouvir, tudo parecia ainda mais difícil. Desesperada, sem saber o que fazer, só me restava rezar. E orei fervorosamente à Nossa Mãe Santíssima, que como mãe da humanidade e mãe de Jesus, saberia entender meu coração amargurado e oprimido.
Desde que eu morrera, eu não conseguira me desligar do meu filho e não encontrava sossego, pois não consegui seguir em frente e partir. Permaneci em minha antiga casa, ao lado dele, tentando influencia-lo com palavras boas, com pensamentos positivos, mas nada adiantava, ele não me ouvia. Também, era de se esperar, pois ele não me ouvia nem quando eu ainda estava viva, ao seu lado.
Mas nesse dia em que orei, cansada, desesperada e sem esperança, amigos espirituais me socorreram e me convenceram a seguir com eles para que eu pudesse me recuperar, me fortalecer e prometeram que meu filho não ficaria desamparado.
Eu concordei e segui com eles. Pouco tempo depois, meu filho também desencarnou, vítima de uma overdose e, com a graça de Deus e da nossa Mãe Santíssima, ele foi socorrido e eu tive a oportunidade de visita-lo e ficar ao seu lado na estação de tratamento.
Hoje estou bem, meu filho está se tratando e em fase de recuperação. O amor de mãe é um amor que rompe as barreiras da morte, rompe todas as fronteiras para ver o filho feliz, para que o filho não sofra.
Mães, amem com toda força que tiverem, os seus filhos, apóiem, instruam, eduquem, estejam próximas deles, ganhem a confiança deles e façam tudo o que puderem para que eles não se aproximem desta chaga monstruosa que destrói famílias, que destrói sonhos, que destrói vidas.
Márcia