Depoimento - João Pedro

sábado, 28 de fevereiro de 2009



Depois que eu me envolvi com drogas, minha vida não foi nada fácil.

Eu sabia que aquilo me fazia mal, que me fazia perder o controle sobre mim mesmo, que me impedia de trabalhar direito, de pensar com clareza, mas ao mesmo tempo a vontade era tão grande, uma verdadeira compulsão em consumir, que me dava até tremedeira, calafrios quando eu tentava parar com aquilo, mas eu não conseguia.

Por diversas vezes estive internado, por diversas vezes fugi e pus todo o tratamento a perder. Outras vezes eu até levava o tratamento até o fim, mas logo tinha uma recaída e começava o inferno tudo de novo, começava aquela loucura, aquela vontade incontrolável e, eu caia de novo, chegava até o fundo do poço, às ultimas conseqüências para conseguir a droga.

Que triste é a vida de quem é dependente químico... Nos raros momentos de lucidez, eu prometia a mim mesmo que aquilo não voltaria a acontecer, que eu deixaria de me drogar, que eu tentaria resgatar tudo o que eu tinha perdido nestes anos, mas bastava eu ficar sozinho ou me ver contrariado pra começar tudo de novo.

Depoimento - Priscila



Eu nunca tinha experimentado drogas. E eu sempre ouvira dizer que as drogas faziam mal, que viciavam, que levavam à morte. Mas eu tinha curiosidade para saber se era assim mesmo, se era como diziam. Mas eu também tinha muito medo. E se fosse verdade? E se eu realmente me viciasse e não conseguisse mais sair dessa?


Passei muito tempo assim, neste dilema. Até o dia em que o meu namorado me ofereceu um cigarro de maconha, me disse que eu ficaria mais relaxada, que era muito bom, que eu me sentiria mais alegre, mais leve. No começo eu relutei, por causa do medo, da dúvida, mas depois, de tanto ele insistir e inclusive ameaçar que se eu queria ficar com ele, eu tinha que gostar das coisas que ele gostava e fazer as coisas que ele fazia.


E eu, fraca, jovem, ingênua e sem juízo, acabei cedendo à pressão dele e experimentei. No começo, foi realmente muito bom, mas depois vocês já sabem, não preciso ficar repetindo o que muitos outros já contaram aqui.


Minha vida simplesmente acabou, minha saúde se deteriorou e eu acabei morrendo, sem entender o que estava acontecendo comigo, sem saber o que fazer, pra onde ir e o que tinha acontecido.

Depoimento - Carla

sábado, 14 de fevereiro de 2009



Sinto uma angústia no peito, um nó na garganta, uma vontade de chorar, mas já não tenho mais lágrimas.


Há quanto tempo estou assim?


Nem consigo mais me lembrar.


Aliás não me lembro mais direito nem de quem sou, ou melhor, do que eu fui um dia,


Fui uma menina que teve uma infância feliz, que teve amor, carinho, família, educação e uma religião.


Mas bastou chegar na adolescência e eu me afastei de tudo isso, em busca de liberdade, de emoções, em busca do desconhecido, junto com supostos amigos que me apresentaram as drogas.


Que fim triste foi o meu!


Acabei com tudo o que eu tive de bom, destruí o amor que minha família sentia por mim, tornei-me outra pessoa, nem eu mesma me reconhecia mais.


Afundei-me na droga, na bebida, na prostituição. Vivia no mais completo delírio, na mais completa loucura, fazia tudo pelas drogas, pela sensação que elas me davam.


E esta vida desregrada não podia durar muito. Desencarnei muito cedo e continuei vagando por aí, sem rumo, me drogando através dos meus antigos companheiros de noitadas.


Não posso mais viver assim. Não consigo mais continuar desse jeito. Quero mudar, quero me sentir limpa outra vez, quero me sentir feliz, como fui na minha infância.


Quero seguir com estes anjos de luz que aqui se encontram e que me prometem uma nova chance, uma nova vida, que me dizem que eu ainda posso voltar a ter paz.


Obrigada pela oportunidade que estou recebendo.


Meu peito já não se encontra tão oprimido.


Obrigada meu Deus.





Muito obrigada.



Carla



São tantos que aqui se encontram... Tantos jovens necessitados, que precisam tanto de auxílio, de tratamento, de doações de energia.


São tantos aqui e milhares em todo o mundo, vítimas deste mundo cruel, deste mal dos nossos tempos que são as drogas.


Continuem orando e emanando vibrações de amor, de cura, de paz para os nossos irmãozinhos.


Que eles possam receber o auxílio do Pai Maior e que se conscientizem da sua real situação, que estejam abertos a receber o tratamento do seu corpo e do seu espírito.




Eliseu



O amor de Deus é infinito, incondicional, ama sem esperar nada em troca.


Espelhemo-nos no amor do Pai e amemos sem esperar ser amados, façamos o bem sem esperar reconhecimento, sem esperar gratidão.


Amemos por amor. Amemos pelo bem do outro, pela felicidade do outro.


O amor liberta. O egoísmo e a vaidade nos amarram, nos mantém presos a nós mesmos e às nossas imperfeições.


Aprendamos a olhar para fora de nós, para aqueles que têm menos do que nós, que precisam do nosso amor e da nossa compaixão.


E se não recebermos um “obrigado”, se não recebermos o reconhecimento, é talvez porque a pessoa não tenha condições de nos dar isso.


Mas nossa consciência estará tranqüila por ter feito o que era certo, na hora em que foi preciso.


Se amarmos incondicionalmente, a vida fica mais fácil, mais leve, nosso coração fica mais tranqüilo.


Ponha um pouco de amor na sua vida. Lembre-se do amor do Pai Criador que, não importa o que façamos, está sempre disposto a nos socorrer, a nos perdoar e a nos dar uma nova chance para recomeçar.



Ulisses

Juventude em perigo



Jovens, crianças


Perdidos num mar de lama e de desespero


Num abismo profundo e perigoso


Em meio às trevas e guerra violentas


De interesses, de poder,


De maldade e de ambição


Expostas aos mais variados riscos


Expostas a todo tipo de violência


Desde a violência doméstica


À falta de amor, de respeito,


De afeto e compreensão.


Piedade Senhor!


Piedade e socorro para as nossas crianças e jovens!


Que a força do teu amor atinja o coração e a consciência de quem tem oportunidade de fazer algo, de quem tem sob a sua responsabilidade um pequeno que veio a este mundo para ser amado, para ser respeitado, para aprender, evoluir, crescer saudável tanto material quanto espiritualmente.


Luz para cada lar responsável em educar uma criança, em formar um futuro cidadão.


Misericórdia para aqueles que se encontram em meio a guerras inúteis, sem sentido, envolvendo crianças e jovens, dizimando famílias e às vezes até colocando armas em suas mãos.


Esperança de um futuro melhor, de um futuro promissor para cada um destes jovens.


Oremos por todas as crianças e jovens que se encontram desamparados, em situação de risco, forças para que eles se mantenham afastados do mau caminho, das más companhias e do mundo das drogas.


Senhor, que o teu amor se estenda sobre o nosso planeta e inunde de luz a todos que sofrem.


Graças a Deus,




Pedro

Depoimento - Marcos Vinícius

sábado, 7 de fevereiro de 2009



Tudo isso ainda é muito novo para mim. Tudo isso é muito esquisito e muito louco para o meu entendimento. Mas eu já sei que eu não tenho mais corpo. Eu já sei que eu morri. Mas ainda não entendo o que isso quer dizer.

Eu não tenho corpo, mas continuo sentindo tudo, ouvindo tudo, tenho vontade de drogas, continuo sentindo fome, dor, frio, compulsão.

Mas eu ouço e nem sempre as pessoas me ouvem, nem sempre respondem.

Minha mente está confusa, preciso de respostas. Vim aqui hoje junto com um amigo que me disse que tinha um conhecido que tinha seguido com uns enfermeiros para um lugar onde eles recebem tratamento e onde explicaram para ele muitas coisas que ele também não compreendia.

Disse que tinha umas pessoas que ajudavam pessoas como nós, “mortas-vivas”, e eu resolvi acompanha-lo aqui hoje. E gostei. Me senti bem, senti uma paz muito grande e nós dois já decidimos que iremos conhecer este lugar que eles estão falando que nos acolherá e nos dará tratamento e abrigo.

Obrigado Deus por esta chance que estamos recebendo.

Quem sabe agora, encontremos alívio, paz, descanso e resposta para as nossas indagações.

Obrigado,



Marcos Vinícius

Depoimento - Marcelo



Eu nunca quis que a minha família sofresse. Eu nunca quis que eles passassem pelo que passaram. Já faz tanto tempo...


Principalmente minha mãe, quanto a fiz sofrer, quantas vezes a vi chorar, desesperada, sem saber o que fazer. Não foi culpa dela, não foi culpa de ninguém. A responsabilidade por tudo o que aconteceu comigo foi só minha, foi por minha vontade, por minha rebeldia que eu segui este caminho, que eu me embrenhei por um caminho sem volta, com coisas erradas, com pessoas erradas.


Meus pais me deram de tudo, me deram amor, educação, carinho, me ensinaram o que era certo e o que era errado, mas eu não quis aprender, eu não quis seguir uma vida correta. Eu nunca fui muito bom nos estudos, sempre gostei de ficar pela rua, desde menino, empinando pipa, subindo em muros e telhados, às vezes até assustando os vizinhos.


Tinha um monte de amigos, ou melhor, de falsos amigos, pois amigo de verdade quer o bem da gente e os meus só me levaram para o mau caminho.


Eu queria muito poder voltar no tempo e queria que a minha mãe soubesse que ela não teve culpa de nada, que ela fez o que podia, que ela deu o melhor de si para mim e para a minha irmã. Ela sempre fez tudo por nós, nos deu tudo o que ela podia, nos deu amor, educação, livros, viagens. Minha irmã soube aproveitar, mas eu não, eu não quis aprender, eu não tinha paciência para ler, para estudar, para conversar. Eu só queria vadiar, ficar à toa na vida.


E foi aí que eu dancei: comecei a usar drogas, comecei a faltar às aulas e me envolvi com pessoas perigosas. E numa tarde, há muitos anos, fui morto num confronto com a polícia.


Minha mãe quase enlouqueceu, minha irmã sofreu demais, afinal, apesar de tudo, éramos muito ligados, tínhamos uma ligação forte, apesar das nossas diferenças, uma ligação que nos uniu desde antes do nascimento, pois éramos gêmeos.


Como podem dois filhos dos mesmos pais, gerados ao mesmo tempo, no mesmo ventre, seguirem caminhos tão diferentes?


Eu não tive a força e a doçura da minha irmã para aceitar as oportunidades que recebi e seguir pelo caminho do bem, pelo contrário, me envolvi com bebida, com drogas, com pessoas erradas e acabei com a minha vida muito cedo.


Sofri muito depois que morri, não entendia o que estava acontecendo, não agüentava ver o sofrimento da minha mãe. Meu pai, que sempre foi quieto e calado, ficou ainda mais introspectivo depois da minha morte. Mas a minha irmã sofreu demais. Ela que sempre esteve ao meu lado, mesmo quando eu estava errado, ela que sempre tentou me abrir os olhos, me chamar para as coisas boas, me trazer junto com ela para o caminho do bem, ela que sempre me amou incondicionalmente, mesmo com todas as coisas erradas que eu fazia.


Chorei muito, tentei gritar, mas ninguém me ouvia. Eu via a minha família chorar, sofrer e eu não podia fazer nada.


Fiquei anos vagando sem rumo, continuei no caminho errado por muito tempo. Até que um dia, vi uma luz e resolvi ir até ela. Senti uma paz, um bem estar tão grande como eu não sentia há muitos anos. Eu já estava cansado de sofrer, de vagar, de me drogar e pedi ajuda a Deus. Lembrei da minha família, das coisas que eles me ensinaram a respeito de Deus, de Jesus e pedi ajuda. E a ajuda veio em forma de luz, em forma de um lar que me acolheu, de pessoas amigas e bondosas que me deram todo o apoio que eu precisava para me livrar do vício e me recuperar.


Hoje estou bem, tenho somente uma tristeza grande por ter perdido tanto tempo e por ter feito os que me amavam sofrer. Mas hoje sei que eles também estão bem, que já superaram a minha morte, que conseguiram seguir a vida adiante.


Espero um dia poder estar junto deles. A saudade e o remorso são muito grandes. Quero abraçar a minha mãe e a minha irmã e poder demonstrar a elas o quanto as amo e dizer perdão por tudo que eu fiz de errado e por todas as coisas que deixei de fazer por ter partido tão cedo.


Mas hoje sei que a vida continua após a morte e que um dia voltarei à Terra.


E que eu tenha forças suficientes para não errar de novo e me manter afastado das drogas.


Marcelo

Depoimento - Amilton

sábado, 24 de janeiro de 2009


Tenho me sentido tão mal. Sinto que de uns tempos pra cá meu organismo chegou no limite. As drogas acabaram comigo em vida. E continuam acabando comigo depois de morto.
É estranho, é esquisito, tudo isso que tem acontecido comigo depois que eu morri. Eu vi meu corpo lá, estendido no chão, morto. Acompanhei tudo, os bombeiros do resgate tentando me reanimar, as pessoas gritando, chorando após o acidente, meu corpo estendido, inerte, a dor imensa, lancinante no meu peito e eu vendo tudo... Como era possível? Como eu podia estar lá, morto e ao mesmo tempo aqui, sentindo-me vivo, apesar da dor, apesar do desespero, mas vivo? Como eu podia ser dois? Como eu podia estar em dois lugares ao mesmo tempo? Aprendi na faculdade que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço nem tampouco o mesmo corpo pode estar em dois lugares. Mas como podia ser eu e não ser eu?



Cai a tarde


Chega a noite


E a escuridão oculta os sofrimentos


A escuridão esconde rostos


Esconde historias de horror e de tormentos


Vidas sem vida


Vidas sem sentido


Vidas destruídas


Famílias arrasadas


Historias inacabadas


Juventude interrompida


Juventude transviada


Desviada do caminho do bem


Do caminho da luz


E destruída pelo caminho das drogas


Consumida por este mundo perverso


Por este mundo ao avesso


Que a luz do Senhor ilumine


As trevas que envolvem nosso planeta


E que fomentam essa chaga que destrói,


Que mata, que acaba com vidas, com sonhos,


Com nosso futuro, com nossas crianças e jovens.

Quisera

sábado, 3 de janeiro de 2009



Quisera ter o poder de acalmar os corações,
De abrandar os sofrimentos,
De aplacar as guerras,
De extinguir o ódio da face da Terra.
Quisera ter o poder de transformar os pensamentos,
De unir as pessoas,
De extinguir as diferenças,
De acabar com a maldade,
Com os rótulos e máscaras
De hipocrisia, de egoísmo.
Quisera que a paz reinasse entre os homens,
Que não houvesse outra crença
Que não fosse no Pai Criador.
Que não houvesse lutas de classes, de raças, de religiões
Quisera que os homens se amassem como irmãos,
Colocando em prática os ensinamentos de amor
E o exemplo de humildade do Cristo.

Graças a Deus.

Irmão da Cruz 

Depoimento - Cibelle



Quero me encontrar, quero encontrar respostas para tanta coisa que me angustia, que me tira o sono, se é que posso dizer que sinto sono, pois sei que não tenho mais um corpo de carne, que meu espírito não precisa dormir. Mas acho que preciso é de repouso, de paz de espírito, de respostas para minhas indagações, para tantas dúvidas que me atormentam.
Uns amigos que fiz no além me convidaram para vir aqui esta noite, alguns companheiros de drogas, que ficaram muito tempo comigo, vagando, buscando grupos de jovens que utilizavam drogas, mas que depois se cansaram desta vida e seguiram com uma espécie de anjos, de mensageiros de luz, que os levaram para viver num lugar que eles chamam de “Pouso para o Repouso”, mas que eu não quis conhecer, pois não queria perder a minha liberdade. Eles voltaram algumas vezes e repetiram o convite para segui-los, disseram que lá tinham feito novos amigos, que estavam se tratando, estudando, mas eu, teimoso, não quis ouvi-los, não quis ir com eles.

Depoimento - Celina



Minha vida nunca foi fácil. Nasci e cresci num bairro pobre, na periferia de São Paulo. Casa humilde, mas honesta, com pais trabalhadores, mas que nem sempre tinham comida para por à mesa, nem dinheiro para saciar a fome e as mais básicas necessidades. Meus irmãos foram mais fortes do que eu. Apesar de todos os problemas e dificuldades que passamos, eles conseguiram dar a volta por cima e serem alguém na vida, honestamente, com trabalho, com estudo, com noites sem dormir, estudando para chegar aonde chegaram, para passar no vestibular e cursar uma faculdade. Mas eu fui fraca... Por quê? Não sei. Sempre fui muito orgulhosa e revoltada com a nossa condição de penúria.
Havia dias em que eu via minha mãe chorando, dizendo que não sabia mais o que fazer, que não tinha mais dinheiro e que não havia nada para comer. Às vezes os vizinhos nos ajudavam. Ou os patrões do meu pai, lhe davam roupas e alimentos para trazer para casa. Essa ajuda era recebida com alegria e gratidão por minha mãe e irmãos, mas não por mim. Sentia-me humilhada com aquelas migalhas da solidariedade e queria mais, queria coisas melhores, queria, mas não fazia nenhum esforço para mudar aquela situação.
Ao contrário dos meus irmãos, que sempre agarraram com todas as forças as oportunidades que tinham, eu sequer queria freqüentar as aulas. Às vezes cabulava, ficava pelas ruas, onde conheci pessoas que eu julgava serem meus amigos, mas que foram o inicio da minha desgraça.

Mar...

sábado, 27 de dezembro de 2008



Mar imenso,


Mar gigante,


Amplidão infinita,


Ondas que vem e vão.


Mar azul como o céu,


Mar verde como as matas.


Mar de espuma,


Tão branca, tão fluida...


Mar que balança,


Mar que avança,


Para depois recuar.


Mar que chega trazendo vida,


Que chega desmanchando a areia


E que depois de vai


Arrastando consigo o que encontrar.


Mar imenso,


Mar gigante,


Suas águas encerram tantos encantos!


Suas águas encerram tanta vida!


Vida de animais e plantas,


Vida de marinheiros.


Vida e esperança,


De chegar a novas terras,


De ancorar em outros portos.


Conhecer novos amores,


Viver em outras terras,


Novas paisagens, novas cores.


O mar é sinônimo de liberdade,


De imensidão sem limites,


De busca do desconhecido.


E como um menino,


Vejo-me hipnotizado pelo seu magnetismo,


Quando o vi pela primeira vez.


Desde que o vi, por ele me apaixonei.


Por ele me encantei,


E não pude mais deixa-lo.


Como embriagado, ele me chamava.


Suas ondas embalaram minha alma,


Meu sono, meus pensamentos.


Dele nunca mais me afastei.


A ele, minha vida entreguei.


Com ele fui feliz.


Ele me levou a muitas partes,


Por ele naveguei por toda a minha vida.



E neste ano que se encerra, mentalizem a força do oceano, as águas vitalizantes que renovam nossas energias e deixem que esta energia invada seus corpos e seus espíritos, renovando a esperança de um mundo melhor.



Um abraço deste Velho Lobo do Mar

Depoimento - Luiz Felipe



Venho de uma longa jornada de sofrimentos. De uma estrada trilhada com muita dor, com muito arrependimento pela fraqueza de espírito, pelo envolvimento precoce com as drogas, com o crime, com a destruição por completo do meu organismo material, com seqüelas em meu corpo espiritual e psíquico, que me acompanham até hoje.


Como fui fraco! Como fui tolo!


Quanto arrependimento permeia os meus pensamentos, permeia a minha alma. Se eu pudesse voltar o tempo faria tanta coisa diferente!


Como eu queria ter de volta a minha vida, a minha adolescência perdida, a minha juventude que eu joguei fora quando me entreguei de corpo e alma ao vício.


Como eu queria ter ouvido os conselhos da minha mãezinha, que só queria o meu bem e pra quem eu não dava ouvidos, com quem eu me irritava facilmente, a às vezes ate agredia, não só com palavras duras, mas até fisicamente.


As drogas me deixavam completamente alterado, ensandecido, totalmente fora de controle.

NATAL COM JESUS

sábado, 20 de dezembro de 2008



Há mais de 2000 anos, Ele esteve entre nós.
Entre nós Ele nasceu, cresceu, amou, ensinou e sofreu.
Por nossa ignorância e maldade, na cruz Ele morreu.
No Natal, comemoramos o seu aniversário,
Mas quantos de nós realmente nos lembramos disto na noite de Natal?
Quando a mesa é farta, as luzes e as cores enfeitam as casas e as ruas,
Quando os presentes se tornam o principal atrativo das festas,
Quando nos sentamos aos pés da árvore iluminada,
Quando o bom velhinho é presença constante nas ruas,
Mas e o Aniversariante Divino?

Depoimento - Plínio Vinícius



Levava uma vida desregrada, regada a álcool, drogas e vadiagem. Gostava mesmo era de diversão, de farra, de mulheres, de festas. Nada que fosse sério me atraia. Não parava em emprego nenhum. Minha saúde foi se deteriorando com o passar dos anos, de anos de farra e irresponsabilidade. Eu estava doente, mas não admitia. Eu não era doente só do corpo não, mas doente da cabeça.


Já não sabia mais o que eu fazia, eu não podia mais responder por mim, no entanto, continuava solto por aí, fazendo o que me viesse à cabeça, gastando cada centavo e cada minuto que eu tinha com drogas e com bebida. Mas eu não tinha mais ninguém ao meu lado, ninguém agüentou continuar vivendo comigo. Perdi a minha família, meus amigos, perdi a minha dignidade, minha saúde, perdi tudo de bom que eu tive um dia dentro de mim. Os últimos momentos de minha vida, passei sozinho, vivendo no mais completo delírio, cortado por raros momentos de lucidez.


E foi neste estado que eu desencarnei. Sozinho, sem ninguém para me acudir, sem ninguém para me amar. Mas hoje eu sei que eu cavei a minha própria cova, que eu fui o responsável por tudo isso, pela desgraça que eu atrai para a minha vida.

sábado, 6 de dezembro de 2008



Que a luz, o amor e a fraternidade sejam a bandeira


Que guiará a humanidade para a evolução.


A luz da sabedoria,


O amor do Pai Criador,


A fraternidade sincera entre os homens,


São a única forma do nosso Planeta deixar de ser


Um mundo de expiações e provas,


De sofrimentos e de dor,


E passar a mundo de regeneração,


A um mundo de boas novas,


Onde todos louvarão ao Senhor.


Onde todos se amarão como irmãos,


Onde todos se olharão como iguais


Onde não haja ofensas, maldade,


Nem crueldade jamais.



João de Deus

O bem triunfará



As trevas estão por toda a parte. As forças do mal têm se unido, manipulado pessoas, manipulado ações e pensamentos dos menos vigilantes.


Mas as forças do bem são maiores. As forças da luz do Pai Criador.


As forças da luz do Pai Criador são mais poderosas e não nos desamparam jamais.


Vigilância dos pensamentos, retidão de caráter, integridade, honestidade pureza de coração.


União de forças, união de pensamentos em benefício dos menos favorecidos, em benefício dos que não conhecem os ensinamentos do Cristo.


É preciso estar sempre atento aos próprios pensamentos e se esforçar para afastar pensamentos menos elevados.


É preciso colocar em prática o que conhecemos na teoria. É preciso vivenciar os ensinamentos do nosso Mestre Amado em nosso cotidiano.

Necessidade de renovação



Por mais que demore o despertar, por mais que se demore a enxergar, sempre chega o dia em que o véu da ignorância e da escuridão cai e deixa à mostra a realidade verdadeira.


Por mais que o espírito traga o coração endurecido pelas agruras que enfrentou, pelas dificuldades vividas, mais cedo ou mais tarde ocorre o despertar do espírito.


O esclarecimento chega para todos. As oportunidades são dadas a todos os seres criados por Deus.


Cabe a cada um a liberdade de escolha dos caminhos a serem percorridos.


E de cada um depende o tempo que levará para percorrer o caminho que nos levará ao Pai Criador, ao Pai da Vida, ao Pai de toda a humanidade.


Clóvis

Depoimento - Tadeu



Queria gritar, mas já não tinha voz. Queria correr, mas minhas pernas não me obedeciam.


Queria fugir, queria saber o que estava acontecendo comigo.


A dor era tremenda, a dor dentro do meu peito era tamanha, o que me impedia de raciocinar com clareza, me impedia de ver o que se passava ao meu redor.


Desencarnei vítima de traficantes de uma gangue inimiga da minha, numa noite escura e sombria, numa emboscada fria e cruel.


Mas isso foi há muito tempo, há muito tempo atrás.


Graças a Deus fui ajudado, fui socorrido e hoje me encontro em condições de ajudar outros jovens que estão em situação de desespero, assim como eu estive em dia. E me estenderam uma mão amiga, que salvou a minha vida, que me salvou da vida errada que eu levava, que me tirou da inércia em que eu me encontrava.

sábado, 29 de novembro de 2008



Houve um tempo em que o homem matava para viver. Matava por sobrevivência, matava para se defender, matava para comer.


Com o passar dos anos, o homem deixou de ser tão primitivo em seus hábitos, incorporou hábitos da vida em sociedade ao seu cotidiano e passou a cultivar e a criar a sua própria comida. 


Houve um tempo em que o homem matava em nome de Deus. Em que alguns homens se julgavam melhores do que os outros, em que uma crença se julgava superior a todas as outras.


Mas a verdade veio à tona com o passar dos anos e homens deixaram de ser condenados à fogueira por acreditarem em algo que não podiam provar ou que não tinham a chance de demonstrar aos incrédulos. 


Música



A música é uma das formas de expressão mais sublimes e encantadoras que existem.


A música fala fundo em nossa alma, nos inebria, nos faz viajar por lugares nunca dantes conhecidos, nos contagia com sentimentos que vão da extrema alegria à mais profunda melancolia e reflexão.


A música envolve todo o nosso ser, penetra nossas entranhas, toma conta do nosso espírito, da nossa alma.


Há melodias que são tão belas, tão sublimes, que são capazes de nos levar às lágrimas, a uma enorme comoção.


Já outras nos fazem cantar e vibrar o coração, com uma sensação de bem estar, de alegria, que nos deixa leves como a brisa.


O que seria dos homens se a música não existisse!

Depoimento - João Pedro



Trago a alma atormentada pelo desespero e pela incerteza.


Estraguei a minha vida, coloquei tudo a perder, joguei fora um futuro promissor, minha família, meus amigos, me afastei de todos que realmente gostavam de mim, de todos que se importavam comigo de verdade por causa dela: da droga.


Como o próprio nome diz, a droga não presta, acaba com tudo o que você tem de bom dentro de você, acaba com seus sonhos, com sua saúde, acaba com a sua vida. E foi isso o que aconteceu comigo.


Hoje percebo que eu tinha tudo para ser feliz, só que na época eu não achava isso. Eu estava sempre insatisfeito, eu sempre queria mais, eu não me contentava com a minha vida, eu me sentia incompreendido, injustiçado.


Havia um grande vazio dentro de mim. Uma ausência absoluta de fé em Deus, de fé na vida. Não acreditava na continuidade da vida após a morte, na imortalidade da alma, na Lei de Causas e Efeitos, coisas que hoje eu sei, coisas que eu aprendi no lugar onde estou morando agora, neste Lar que me acolheu e que me deu todo o amparo e ajuda necessários à minha recuperação.

Depoimento - Célia

sábado, 15 de novembro de 2008



Eu me sinto tão sozinha... Meu peito está tão oprimido... Quanta tristeza eu sinto quando penso quantas coisas deixei de fazer, quantas coisas deixei de viver por causa do vício. Sinto-me fraca, cansada, com fome e com frio. Estranho sentir tudo isso se eu já não tenho um corpo de carne, se eu já morri, como descobri depois de longas penas, depois de muito tempo. E o vício também continuou mesmo depois de morta, mesmo depois de deixar a vida na Terra.


Vocês devem estar pensando que eu era drogada, dessas viciadas em coca, em maconha, em crack. Nada disso. Meu vício não deixa de ser uma droga, mas a sociedade não pensa assim, muito pelo contrário, até incentiva o uso e o consumo. Eu era, ou melhor, eu sou uma alcoólatra. Hoje consigo admitir isso e quero sair dessa, quero me curar. Mas em outros tempos eu não me julgava uma viciada, uma pessoa doente, que precisava de ajuda e de tratamento, mas sim me achava uma pessoa normal que só gostava de se divertir, de se sentir alegre, leve, extrovertida, divertida, pois era assim que a bebida fazia com que eu me sentisse.


Comecei bebendo com amigos, na saída do colégio, depois no cursinho e continuei na faculdade, quando intensifiquei o uso do álcool.


Tudo era motivo para beber. Se eu passava um dia sem beber, me sentia mal, me dava um desespero muito grande, eu já não conseguia almoçar sem beber, não conseguia dormir sem antes tomar um golinho para me acalmar.


Fiz muita loucura na vida. Quando bebia perdia consciência do ridículo que eu me tornava, ainda mais para uma mulher. Eu não me valorizava, não me dava ao respeito, logo quem ia me respeitar? Muito pelo contrário, os homens que saiam comigo queriam mais era se aproveitarem de mim, já que, quando eu bebia eu topava tudo, fazia tudo e depois não me lembrava de nada, nem o que eu tinha feito e às vezes nem com quem.


Depois batia uma tristeza, eu chorava muito, me sentia um lixo, um trapo, jurava que não ia mais deixar as pessoas me usarem, que tomaria o rumo da minha vida dali para a frente, mas isso era até eu me ver novamente tentada pelo álcool.


Como é difícil se livrar de um vício, meu Deus!


Parece que as tentações estão em todos os lugares, numa simples padaria, num restaurante, num churrasco, numa festa. Em todo lugar que eu ia, lá estava a bebida me tentando, as pessoas oferecendo, insistindo para que eu aceitasse. E começava tudo de novo. Às vezes eu bebia tanto que não conseguia nem levantar para ir trabalhar no dia seguinte. A cabeça doía, o estomago embrulhava, era como se o mundo tivesse desabado sobre mim, como se tudo estivesse girando ao meu redor.


E adivinhem: eu perdi o meu emprego e nunca mais consegui arrumar outro.


Minha família desistiu de mim, não sabiam mais o que fazer para que eu parasse de beber.


Comecei a roubar o dinheiro deles para sustentar o meu vício, bebia bebidas baratas, fortes, mas que me destruíram por completo.


E foi neste estado deplorável que eu morri, vítima de uma insuficiência hepática e cardíaca.


O que eu posso dizer agora? Que me arrependo, que gostaria de poder voltar no tempo e dizer para esta juventude que está começando a descobrir a vida, que o álcool também vicia, que o álcool, apesar de permitido, também é uma droga, talvez até pior do que as drogas propriamente ditas, pois é permitido, aceito e incentivado pela sociedade e pela mídia.


Sei que as leis estão mudando, que pelo menos em relação aos motoristas, já há legislação pertinente em relação ao consumo de álcool e à condução de veículos em estado de embriaguez, mas ainda há muito que se mudar na sociedade em geral.


Mas também sei que isso gera conflitos de interesses e conflitos culturais, de séculos de consumo desordenado e sem controle.


É legal ser visto numa festa com um copo nas mãos. É legal se sentir leve, descontraído, alegre. E gostoso saborear um bom vinho, mas tudo tem que ser feito com moderação.


E o limite entre o suportável, o “beber social” e o vício é muito tênue e depende da predisposição do organismo. Tem pessoas que têm tolerância ao álcool, enquanto outros são fracos e sofrem grandes alterações de humor e personalidade quando estão embriagados.


Cuidado! Saibam conhecer os limites do seu corpo, saibam perceber os sinais de que algo está errado, de que você está perdendo o controle sobre a situação e procurem ajuda se necessário.


É muito difícil e doloroso tentar se livrar do vício. É uma vigilância constante. E este é o estado em que estou. Tentando encontrar a minha vida novamente, tentando me salvar, me livrar deste mal.


Obrigada por me ouvirem.



Célia

Laços eternos

sábado, 1 de novembro de 2008



Laços consangüíneos


Não são tudo neste mundo.


Os laços espirituais é que são


Um elo forte e profundo.





Um elo que o tempo não destrói,


Que é fortalecido ao longo da vida,


Das sucessivas existências,


Das provas e experiências.





Coisas que esta vida não explica,


Que aos olhos dos homens não faz sentido,


Mas que aos olhos espirituais,


Tudo fica claro e nítido.





Espíritos afins, espíritos amigos,


Que juntos estão para se ajudar,


Juntos para evoluir,


Juntos para caminhar.





Provas difíceis, também terão que passar,


Mas com a luz da amizade e do amor,


Fica mais fácil de enfrentar.





Amigos e irmãos por toda a vida


Laços que a morte não destrói


Ao contrário, só se fortalecem


E não acabam jamais.

Depoimento - Márcio Daniel



Eu quero mudar.


Eu quero me curar.


Será que ainda há salvação para mim?


Será que alguém pode me estender a mão?


Será que Deus pode me perdoar por tudo o que eu fiz de errado na minha vida?


Será que eu ainda tenho conserto?


Será que eu posso voltar a ser feliz?


Será que eu ainda tenho uma chance de me salvar?


Não sei mais quem eu sou, não sei mais o que eu tenho, não consigo me lembrar da ultima vez em que me senti feliz, em que estive tranqüilo e com o coração em paz.

 
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