Depoimento - Felipe
sábado, 11 de agosto de 2007
Hoje,
o sentimento que trago vivo no peito é uma profunda tristeza e a saudade... ah,
a saudade que dói apertada por ter deixado para trás tantos sonhos, tanta vida
e aqueles que amo e que cedo deixei desamparados. Na realidade, desamparei a
minha família ainda quando estava encarnado. Aquela que eu tive por companheira
durante a minha curta jornada na Terra ficou sozinha com os meus dois filhos.
Ah,
que saudade, Gláucia, Matheus e Marcelo... Como eu gostaria de poder voltar
atrás, como eu queria poder não ter feito as coisas que fiz, como eu queria não
ter feito vocês sofrerem. Sei que por muito tempo eu não pensei em vocês, eu
abandonei moralmente e até financeiramente todos vocês. Tudo o que eu ganhava
ia para compra de entorpecentes que eu achava que aliviavam o vazio que eu
trazia dentro de mim, dentro do meu coração.
Não
soube entender nem valorizar a minha esposa, os meus filhos, o meu trabalho e
acima de tudo a vida que Deus me deu.
Destruí
a minha saúde, destruí todo e qualquer vínculo afetivo com os meus filhos, que
eu não vi nascer, que eu não vi crescer e que me viam como um estranho, que às
vezes voltava embriagado e drogado para casa, mas que às vezes desaparecia por
um tempo para depois retornar.
Deus,
quando a humanidade se livrará desta desgraça, desta chaga que fere tantas
almas que destrói tantas vidas, tantas famílias, tantos sonhos?... Que mata e
fere mais do que armas de fogo, do que as guerras. Viver no mundo das drogas é
viver numa guerra interior, numa batalha consigo mesmo, numa constante luta
entre largar tudo e recuperar a sua identidade, pois o drogado deixa de saber
até mesmo quem ele é, e o que ele está fazendo aqui, pois deixa de ter um
propósito de vida, deixa de traçar planos para o futuro.
Quando
Senhor? Quando estaremos livres deste mal terrível que assola os dias da
humanidade?
Ergo
meu pensamento a Deus e convido vocês a fazerem o mesmo, a nos unirmos em uma
oração de súplica para que a paz reine sobre a Terra, para que a paz reine
soberana nos corações e sobre os homens.
Peço
a Deus que ilumine também os governantes do mundo todo, os homens que têm o
poder de tirar as crianças da rua e de impedir que aqueles que ainda têm um lar
caiam nesta vida tão triste. É preciso conscientização, é preciso união e
priorização da educação como forma de afastar as crianças e os jovens desta
estrada tão triste que eu mesmo trilhei.
Ainda
estou em um Centro de Recuperação pois meu perispírito ainda trás muitas marcas
do que as drogas fizeram com o meu organismo, com o meu corpo físico, mas já
estou bem melhor. E acima de tudo estou muito lúcido e consciente de meus atos.
Atos dos quais me arrependo profundamente e que se eu pudesse gostaria de
voltar no tempo e jamais ter seguido este caminho.
Quanta
vida eu ainda tinha pela frente quando deixei a Terra, minha família.... e
principalmente meus filhos.
Acho
que pela proximidade do “Dia dos Pais” estou emotivo e não consigo deixar de
derramar lagrimas de tristeza, de arrependimento e de perdão por tudo que fiz
meus filhos sofrerem.
Espero
que eles consigam entender que o pai deles estava doente, iludido por promessas
de uma vida fácil, de um mundo onde não havia tristeza, onde não havia
problemas... que ilusão.
Graças
a Deus a Gláucia soube ampará-los e eles hoje estão crescendo fortes,
saudáveis, estudiosos e longe das drogas.
Orem
por mim, orem por eles.
Sei
que ainda teremos muito tempo antes de podermos nos reencontrar, mas saber que
a vida continua, que esta saudade que sinto não será eterna, é um grande alívio
para o meu coração oprimido e ao mesmo tempo agradecido a Deus por eu saber que
meus filhos não estão seguindo o mesmo caminho que segui.
Obrigado
pela oportunidade de eu poder abrir o meu coração.
Obrigado
pelas orações que vocês têm endereçado a mim a aos meus companheiros.
Obrigado
a Deus pela dádiva da imortalidade da alma.
Depoimento - Sávio
sábado, 4 de agosto de 2007
Cresci
em uma favela na periferia de São Paulo, em meio a muitos vícios, crimes,
pobreza, mas também muita gente honesta e batalhadora. Cedo, eu e meus seis
irmãos deixamos de freqüentar a escola para ajudar em casa. Mal o dia raiava e
íamos todos nós, junto com minha mãe para um dos milhões de semáforos que
existem nesta imensa cidade.
Pai,
eu nunca conheci. Eu era o mais velho de todos e cedo também comecei a me
envolver com pessoas de caráter duvidoso e que me mostraram o caminho das
drogas e dos vícios, me ensinaram a consumir e me mostraram que o dinheiro
vinha mais fácil se eu começasse a distribuir entre os jovens e até mesmo
crianças da comunidade, do que simplesmente vendendo balas no farol. Que o que
eu poderia ganhar em um dia com a venda e a distribuição de drogas, muitas
vezes era o que ganharia em um mês vendendo balas no semáforo.
Deixei-me
envolver por este mundo terrível, medonho, que destrói tantas vidas, tantos
sonhos, tantos planos, tantos futuros. Futuro... esta é uma palavra que não
existe neste mundo que faz tantas vítimas.
Às
vezes eu também consumia, mas não cheguei e me tornar um viciado fora de
controle, pois o que eu fazia mesmo era vender e ajudei a viciar e a envolver
muitas, muitas pessoas.
Quantas
vidas eu comprometi, quantas pessoas eu ajudei a viciar e a colocar neste
caminho.
Até
mesmo nas escolas eu tinha os “esquemas” para infiltrar a droga e fazer com que
mais e mais pessoas precisassem consumir e dependessem da nossa rede de
distribuição.
O
dinheiro fácil, a fragilidade da vida humana, a facilidade com que eu conseguia
mais e mais clientes....
A
culpa me persegue e me atormenta o espírito. Hoje já me encontro mais
consciente e profundamente arrependido por ter seguido este caminho e por ter desencaminhado
tantas pessoas, tantos jovens inocentes, cheios de vida e que tinham todo um
futuro pela frente, mas que graças às drogas tiveram suas vidas ceifadas antes
do tempo.
Quando
desencarnei, vítima de tiros de vingança
de traficantes com os quais eu tinha dívidas, fui muito perseguido pelas
almas daqueles que eu fiz sofrer, que eu contribui para envolver com o mundo
das drogas, que eu iniciei no mundo dos vícios e da loucura. Por muito tempo
tive que me manter escondido, com medo da vingança destes espíritos cujas vidas
eu havia destruído.
Mas
Deus é tão misericordioso e tão bom que teve pena de mim, teve compaixão pela
minha alma, também enferma e que precisava se purificar e pedir perdão a todos
que prejudiquei.
Hoje
trabalho juntamente com os amigos espirituais que têm auxiliado tantos jovens
na sua recuperação, no tratamento de seus corpos espirituais e na
conscientização de que eles estão nesta situação por seus próprios atos.
Vocês
não têm idéia da quantidade de jovens que desencarnam todos os dias em situação
de extremo sofrimento e de comprometimento quase total de suas faculdades
mentais. Muitos têm sido trazidos aqui: os que já estão em condições melhores,
para ouvir os ensinamentos e outros tantos, ainda inconscientes, para
tratamento pelos amigos espirituais com a ajuda das vibrações e fluidos de amor
e energia de vocês.
Continuem
orando por estas crianças. Sim, eu digo crianças pois, apesar da idade
cronológica que tinham ao fim de sua última encarnação ser de adolescentes ou
de adultos, no espírito são todos crianças, carentes de afeto, de amor, de
esperança que o futuro será melhor e que precisam aprender a valorizar a vida
que nos foi dada pelo nosso Criador.
Sei
da responsabilidade que pesa sobre as minhas costas, por tantas vidas que eu
ajudei a destruir, tantos jovens que eu ajudei a desencaminhar.
E
é por isso que, mesmo com todas as minhas imperfeições, tenho me esforçado em
corresponder à confiança em mim depositada pela Espiritualidade Maior ao
permitir que eu trabalhasse em favor daqueles que eu prejudiquei.
Peço
forças a Deus para que eu não fracasse nesta tarefa e conto com a ajuda e com
as preces de vocês para ajudar nossos irmãozinhos. É, hoje sei que somos todos
irmãos perante Deus e perante a eternidade.
Boa noite a todos e fiquem em paz.
Depoimento - Ana Luiza
sábado, 28 de julho de 2007
Não
sei dizer bem como foi que eu me perdi na vida, como eu me envolvi com este
mundo das drogas.
Nasci
em uma família de classe média alta, tive tudo o que um pai pode dar para um
filho, desde o lado material até o lado moral, os ensinamentos que eu tive
desde a infância.
Mas
o fato é que eu me perdi. E me perdi feio, me envolvi com coisas e com pessoas
que eu jamais imaginei, me deparei com situações que eu não consigo lembrar sem
chorar, sem me arrepender do que eu fiz comigo mesma e do que eu me tornei ao
longo dos últimos anos em que estive aqui na Terra.
Acho
que foi no colégio, na minha adolescência, com alguns amigos, que comecei
experimentando um cigarrinho aqui, uma bebida ali e depois passei a usar coisas
mais fortes que me davam a sensação de liberdade que eu jamais experimentara em
casa.
Em
casa, a minha família apesar de boa, era bastante repressora, tradicional e eu
não tinha muita liberdade de expressar o que eu sentia e não tinha espaço para
expor as minhas idéias. Eu era a única menina, tinha dois irmãos mais velhos
que podiam sair e eu não. Meus pais queriam sempre me prender, talvez com o
ímpeto de me proteger (acho que no íntimo eles sabiam o que me esperava, as
amarguras que iriam tomar conta do meu caminho). Eu inventava mentiras para
poder sair, para escapar do controle deles, dizia que ia estudar quando na
verdade eu só pensava em me divertir.
No
começo eu ainda conseguia continuar levando a escola, conseguia tirar boas notas,
mas com o passar do tempo, eu dedicava tanto do meu tempo ao consumo de drogas
que quando eu estava em casa eu não conseguia me concentrar nos estudos. Parece
que as drogas matam dia a dia o seu cérebro e a sua capacidade de pensar com
clareza. Mesmo quando eu não estava sob o efeito dos entorpecentes eu não
conseguia me concentrar nas atividades que antes eram rotineiras, vivia
irritada e tensa, sempre bolando um novo plano de fuga dos meus pais e uma nova
desculpa para sair.
Até
o dia em que a minha família tomou conhecimento do meu estado e do meu
envolvimento e tentaram, a todo custo, fazer com que eu largasse. Primeiro me
prenderam o quarto, não me deixavam sair, meus irmãos ficavam o tempo todo me
vigiando, me levavam para todo lugar. Mas eu precisava continuar estudando e aí
eu sempre encontrava um jeito de burlar a vigilância deles e ia atrás de mais
droga. Até porque antes, quando ninguém sabia, eu me preocupava para que eles
não descobrissem e fazia as coisas de forma velada, discreta, tentando sair sem
que eles soubessem onde eu realmente estava, inventando desculpas e mais
desculpas, mas nunca desrespeitando meus pais e meus irmãos.
Mas
a partir do momento em que eles realmente souberam o que estava acontecendo e o
que eu era, eu passei a não me preocupar mais em esconder o que eu estava
fazendo. Minhas únicas preocupações eram como conseguir mais drogas, uma vez
que eles cortaram a minha mesada, e como fazer para escapar da vigilância
deles, ainda que eles soubessem que quando eu sumia era para me drogar.
Eu
tinha apenas 15 anos, uma menina ainda, e acabei parando nas ruas, pois fugi de
casa depois de uma das vezes em que eles me deixaram trancada no quarto por 2
dias sem que eu consumisse um grama sequer. Quase enlouqueci, pois meu organismo
já estava tão dependente que eu tinha dores horríveis, uma compulsão por
consumir e não ter o que fazer. Quebrei tudo, gritei, me bati, tentando fazer a
dor passar.
Minha
família não agüentava mais isso e quiseram me internar mas eu me recusei.
Quisera que eles tivessem sido fortes e tivessem me internado ainda que contra
a minha vontade, pois naquela época eu não tinha condições psíquicas e
fisiológicas para decidir nada. Mas eles não fizeram nada, pois achavam que se
eu quisesse ajuda eu deveria pedir, eu deveria querer me ajudar. Mas eu estava
tão debilitada tanto fisicamente quanto emocionalmente que eu jamais admitiria
que precisava de ajuda.
Sei
que comecei a viver nas ruas, junto com outros meninos e meninas que passavam o
dia consumindo drogas, dormindo por aí, roubando e até se prostituindo para ter
alguns momentos de prazer, vivendo em condições subumanas, transformados em
verdadeiros farrapos humanos.
Eu não sabia mais quem eu era, porque estava
vivendo, o que eu estava fazendo com a minha vida.
E
foi então que eu descobri que estava grávida, nem sei bem como isso aconteceu
tal era o meu estado de loucura. É claro que a gravidez não foi adiante, pois
as drogas mataram o meu filho antes mesmo que ele nascesse. Fiquei um bom tempo
muito mal, minha saúde estava bastante debilitada e eu queria sair disso, pedir
ajuda, mas não sabia a quem recorrer.
Nunca
mais vi a minha família. Às vezes pensava em procurá-los, mas logo desistia
pois sabia que eles não me entenderiam, que eles não iriam poder fazer mais
nada por mim.
Sentia
que a minha vida se esvaia aos poucos e foi numa noite fria como esta que eu
desencarnei. Ouvia gritos ao meu redor, vozes que me chamavam de suicida, de
assassina... assassina do meu filho que eu não deixei vir ao mundo, que eu matei
e a quem hoje peço perdão. Peço perdão também a Deus e a mim mesma, pelo que
fiz comigo, pelo que eu deixei de viver.
Como
eu queria poder voltar atrás...
Como eu me arrependo
pelas coisas que fiz, pelas pessoas que eu fiz sofrer...
Mas
o tempo não volta e agora me resta agradecer por poder contar um pouco da minha
história e espero que ela sirva de exemplo para que outros jovens não se percam
como eu me perdi.
Deus
foi e tem sido muito bom comigo, me acolhendo nos braços de amigos dedicados
que muito têm feito pela minha recuperação e a de outros jovens, que assim como
eu, perderam tão cedo as suas vidas.
Estou
num centro de recuperação, onde tenho passado por tratamentos que estão
reequilibrando minhas energias e restabelecendo a minha lucidez. Tenho participado
das reuniões de vocês já há algumas semanas e quero agradecer a Deus por esta
oportunidade que Ele tem me dado de aprender, de evoluir, de continuar me
tratando e ouvindo coisas que eu nunca ouvi quando estava encarnada.
Como
eu disse no início, meus pais tinham uma condição social favorável, me deram
tudo que o dinheiro podia comprar, me deram ensinamentos morais mas nunca me
falaram de Deus, nunca me ensinaram a rezar e a ver as pessoas como nossos
irmãos. Eu nunca aprendi a olhar para mim mesma e ver o que eu estava fazendo
com a minha vida. Eu nunca entrei numa igreja, nunca pensei no que aconteceria
comigo depois que eu morresse. Nunca me preocupei com o que eu estava fazendo
ao meu corpo e ao meu perispírito, pois eu achava que quando morresse tudo
estaria acabado e para ser bem sincera, quando eu estava curtindo os efeitos
das drogas eu nem pensava nisso.
Mas
como eu me enganei... E como eu queria ter conhecido antes as coisas que eu sei
agora.
Bom,
meus mentores que me trouxeram aqui estão me dizendo que já é hora de me
despedir de vocês.
E
eu digo que tenho o coração mais aliviado depois de poder compartilhar com
vocês a minha história.
Obrigada
mais uma vez e continuem orando por nós. Por mim e pelos meus companheiros.
Um
abraço com gratidão,
Ana
Luiza
sábado, 14 de julho de 2007
As
areias de uma ampulheta escoam de forma contínua e inexorável, como se não
tivessem outra coisa a fazer a não ser cair e correr
Por
mais que tentemos impedir que ela escorra para o lado de baixo, sem mexermos a
ampulheta do lugar, ela não irá parar de cair, até que termine o último grão.
Mas
se inclinarmos levemente a ampulheta, a areia cairá mais lentamente e o tempo
será maior, ou ainda se a colocarmos de forma horizontal, a areia cessará de
cair até que a recoloquemos na posição original.
Assim
também é a nossa vida. Se não fizermos nada que a altere, se não mudarmos o seu
curso, teremos um tempo de vida e uma jornada conforme programado pela
Espiritualidade.
Mas
se tomarmos outros rumos, se alterarmos nossos planos, a nossa vida poderá ser
ceifada antes da hora ou ainda poderá ficar estanque, paralisada, sem sair do
lugar, desperdiçando oportunidades preciosas que poderíamos ter vivido,
Mas
Deus, em sua infinita bondade e sabedoria, sempre nos ampara para que trilhemos
nosso caminho o mais próximo possível dos ensinamentos do Cristo.
Boa noite e graças a Deus.
Força e fé, queridos irmãos.
Evanhoé
Depoimento - Emílio
Queria
gritar por socorro, mas de repente me vi caído. Tentei gritar, mas já não tinha
voz. Vi meu corpo estendido sobre o asfalto, pessoas tentando me reanimar, mas
tudo em vão. Eu não conseguia entender o que se passava comigo, o que estava
acontecendo. Como eu podia estar lá, estirado no chão e ao mesmo tempo em pé,
olhando para mim mesmo? Mas a dor, a sensação de asfixia, a droga que me
corroia as entranhas, isso eu continuava sentindo.
Uma
sensação de horror tomou conta de mim quando eu me dei conta de que estava
morto, de que já não pertencia mais a esta vida. Aliás, vida esta que eu
desperdicei e só hoje percebo quantas oportunidades perdi.
Como
eu queria, meu Deus, naquele tempo ter o entendimento que eu tenho agora, saber
as coisas que eu sei.
Nasci e cresci numa
família católica, mas nunca me senti perto de Deus, nunca freqüentei
assiduamente as missas como era o desejo de meus pais. Pequenino, minha mãe me
ensinou a rezar, mas tão logo eu me vi crescido e auto-suficiente, como eu me
achava, e me esqueci desta prática tão importante, que talvez tivesse me tirado
deste caminho horrendo no qual eu me perdi.
Hoje
eu sei que Deus é nosso Pai e que só a Ele cabe decidir quando a nossa vida,
quando a nossa jornada será encerrada, mas na época em que eu estava encarnado
eu não pensava assim. Achava que eu podia fazer tudo, que nada iria me
acontecer, que eu tinha uma saúde de ferro e que o que eu estava injetando ou
ingerindo só iria me fortalecer e me deixar mais solto, mais alegre, mais
eufórico.
Mas
como eu me enganei. E como eu sofri. Agora ainda sofro, não mais das dores
físicas horríveis que tinha como quando desencarnei, mas de dores da alma. Sofro com o remorso e
com a culpa pelo que fiz a mim mesmo. Sofro pelo sofrimento que causei aos meus
pais, que sempre se preocuparam comigo, ao meu irmão, que tentou me alertar,
que tentou me ajudar e fazer com que eu largasse esse caminho tão triste que
escolhi. Mas eu, orgulhoso que era, não dei ouvidos a ninguém e segui sozinho
por esta estrada dolorosa.
Queria
ter conhecido a Doutrina Espírita ainda em vida, saber o que sei agora. Talvez
eu não tivesse sido forte o suficiente e tivesse me envolvido também como me
envolvi nesta teia pegajosa, que por mais que você tente sair sempre te
enrosca, te enrola e te prende, te puxa de volta para o meio dela. Mas talvez
não, talvez eu tivesse tido consciência do que eu estava fazendo ou talvez nem
tivesse me envolvido. Talvez, talvez, talvez.... Agora de nada adiantam
lamentos e suposições, hipóteses.
Mas
eu penso muito nisso. Hoje sei que nossa alma é eterna, que a morte do corpo
não acaba com tudo, que a vida não sucumbe com a morte do corpo, que o que
fizermos com nosso corpo deixará marcas profundas cravadas em nosso corpo
espiritual e que eu posso sim, ser considerado um suicida pois não cuidei do
corpo que Deus me deu e desperdicei uma oportunidade jogando fora a minha
última encarnação, ceifando a minha própria vida, rompendo mais cedo do que o
planejado o fio que une o corpo ao espírito.
Hoje
me encontro bem melhor e rezo para que Deus me perdoe pelo que fiz comigo e com
todos os que me amam. Se eu pudesse voltar no tempo, diria perdão aos meus
pais, que me deram a vida e a Deus, que me deu a oportunidade de reencarnar,
oportunidade esta que eu não soube aproveitar.
Quero
ter forças para continuar me tratando, para continuar estudando e ajudando
outros jovens que como eu tiveram família, tiveram um lar, tiveram estudo,
amigos, viagens, um emprego e tudo que um jovem precisa para ser feliz, mas não
souberam aproveitar isto enquanto em vida.
Hoje
sei o quanto eu queria poder estar na Terra, poder estar com aqueles que eu
amo, mas sei que teremos um longo tempo separados.
Peço
a vocês que nos ajudem com as suas orações e com as palavras de incentivo e de
fé que eu tenho ouvido aqui.
E
que lutem com o que vocês tiverem de recursos para tirar jovens e até mesmo
crianças deste caminho horroroso que é este mundo das drogas.
Obrigado
pela oportunidade de eu poder estar expressando meus sentimentos há tanto
represados e contidos dentro de um coração às vezes amargurado e às vezes
agradecido a Deus por agora compreender como a vida é sábia e como a vida nos
ensina, ainda que pelos caminhos da dor.
Fiquem
com Deus e estejam certos de que a luz do Sol estará sempre brilhando no
caminho de vocês.
Uma
boa noite e um abraço a todos.
Família
sábado, 7 de julho de 2007
Família é um bem sagrado
Aqueles que agora temos ao lado
Foram talvez nossos companheiros de outrora
Ou quem sabe nossos inimigos de fora
Mas se Deus permitiu que nos reencontrássemos
Foi para que juntos nos ajudássemos
Foi para que juntos nós crescêssemos
E juntos evoluíssemos.
Depoimento - Carlos
Queridos
irmãos, boa noite.
Já
há algumas noites que eu venho acompanhando as reuniões de vocês. Fui aqui
trazido por companheiros que têm se dedicado à nossa recuperação, à minha e à
de meus companheiros de tragédia. Nós, que tão cedo deixamos a vida na Terra.
Nós que tão cedo tivemos ceifada a nossa existência pela desgraça em que nos
envolvemos, pela teia de horrores em que ficamos presos.
Quero
dizer que muito tenho aprendido com os estudos de vocês, que muito têm me ajudado
a entender melhor o que aconteceu comigo e com os meus companheiros de drogas.
Nós, que nos envolvemos com esta mazela que tem levado tantas vidas, que tem
destruído a alegria de tantos lares, que vem acabando com a alegria de tantos
jovens, que assim como eu, foram fracos para resistir aos apelos que todos os
dias batem à porta de tantos jovens, que quando percebem já estão num caminho,
não digo sem volta, mas muito difícil de sair. E este caminho é longo, é
doloroso. No começo parece que tudo é só alegria, euforia, uma sensação de
grandeza, de poder, pois quando se está sob o efeito da droga, achamos que
podemos tudo, achamos que somos os melhores, que todos gostam de nós, que somos
pessoas extrovertidas, desinibidas, cheias de amigos. Mas depois de um tempo
você passa a precisar de mais e mais e mais, numa loucura que não tem fim, numa
compulsão que enlouquece, que deixa você agoniado por mais e cada vez precisa
de mais para sentir o que sentia antes, no início. E quando você acorda se
sente um lixo perante si mesmo, perante sua família, perante seus amigos de
verdade, que realmente querem o seu bem. Pois aqueles outros, que só consumiam
drogas com você e só te ofereciam drogas, que se diziam seu amigos, esses não
são amigos não, são companheiros de desgraça
ou que causaram a sua desgraça.
Não
sei explicar direito como comecei, como entrei nessa, mas foram nas festas, nas
ditas “baladas”, em que você, para se sentir alguém, para se enturmar, acaba
experimentando, sempre achando que poderá parar, que tem controle sobre si e
que só fará aquilo que quiser.
Mas quanto engano, meu
Deus, quanto equívoco quando pensei que tivesse controle sobre mim, mas era a
droga que me controlava. Perdi tudo que tinha:
meus amigos, minha família, minha saúde e por fim a minha vida.
Destruí
o meu corpo e hoje sei que destruí também parte do meu perispírito, que ainda
apresenta as marcas do que as drogas fizeram comigo, com a minha sanidade
física e mental.
Estou,
como tantos outros amigos, em processo de recuperação, de desintoxicação do meu
corpo espiritual. E em processo de aprendizado, pois sei que o que plantamos,
teremos que colher. E eu agora tenho consciência de que estou colhendo os
frutos amargos do que fiz comigo mesmo e que ainda terei muito o que resgatar.
E poder pedir perdão ao Pai que nos deu a vida, da qual eu não soube cuidar e
que desperdicei com coisas que só me fizeram mal e que fizeram aqueles que me
amavam sofrer.
Quero,
no futuro, quando estiver melhor, poder trabalhar, assim como o irmão Tavinho,
que já se comunicou aqui com vocês e que agora está nos ajudando a nos
recuperar e a ver que acima de tudo existe Deus e que a vida é um bem precioso
que temos que cuidar.
Fiquem
com Deus e sempre que puderem orem por nós, pois precisamos muito das vibrações
amigas e da força espiritual que vocês têm nos encaminhado.
LEMBRANÇAS
sábado, 23 de junho de 2007
Tive
um pouco de tudo nesta vida terrena. Tive um lar e família. Amor e bons
conselhos. Tive escola, livros, filmes que poderiam ter aprimorado o meu
aprendizado e preparação para a vida.
Tive
amigos e no entanto não tive força suficiente dentro do meu ser que me
impedisse de procurar e percorrer o mais doloroso de todos os caminhos.
Não
sei como denominar esta força que me faltou. Se a chamo de falta de fé ou de
fraqueza da minha alma. Só sei que caí no mais profundo dos abismos e me perdi
num labirinto de dor. E a dor que mais
dilacera o ser é a dor moral, a dor do espírito, a dor causada pela fraqueza
humana. A dor da ingratidão com a própria vida e com aqueles que me deram a
vida: primeiramente Deus e depois meus pais.
Ah!.
Meus pais! Quanto sofreram por mim, quantas lágrimas os fiz chorar.
Mas,
a minha fraqueza espiritual foi tamanha e o envolvimento com forças negativas
ainda maiores, a ponto de eu dilacerar meu espírito e ofender meu cérebro,
ceifando toda a capacidade intelectual que o Senhor da Vida havia me ofertado.
Vítima de tamanha atrocidade cometida contra mim próprio, desencarnei com uma
over dose que envenenou meu sangue, meu cérebro e meu sistema cardiológico... a
sincope... a dor... e a morte. Que morte? Se não morremos?
Fui
recolhido ainda inconsciente em um lugar onde denominamos “ Estação de pouso
para o repouso”.
Não
sei o tempo que lá permaneci. Hoje sei que era um lugar de tratamento intenso,
não para recuperar o corpo carnal e sim o corpo espiritual. Como o Senhor da
Vida é verdadeiramente Pai Amoroso!
Hoje,
eu me encontro numa escola espiritual onde além de estudar e aprender sobre as
Leis Divinas, ajudo na recuperação de jovens que como eu chegam até nosso plano enfermos e carentes.
Ajudo-os a se recuperarem auxiliando no
tratamento psicológico - neuro emocional .
Ah!
Como sou agradecido ao Pai por me dar outra chance. Como o Senhor é maravilhoso
na Sua bondade e sabedoria sem limites. Hoje eu sei o que é realmente a vida e
seus valores reais. E o dia em que eu estiver preparado, voltarei a reencarnar
e hei de trabalhar na Terra combatendo essa chaga monstruosa que destrói vidas,
sonhos, realizações e esperanças de tantos jovens.
Suplico
ao Pai o socorro para todos eles. E sei que um dia a nossa Terra ficará livre deste câncer
monstruoso que impede tantos jovens de cumprirem a jornada da vida e viverem para o bem.
Sei
também que este período doloroso de transição terrena faz parte de um mundo de
expiação e provas e já sei também que aqueles que estão envolvidos nesta trama
infernal conduzindo tantos jovens à loucura, um dia terão que prestar contas de
seus atos ao Senhor da Vida, pois, aprendi que nada passa desapercebido ou
impune pelas Leis Divinas que regem as nossas existências tanto nos planos
materiais como nos espirituais de todo o
Universo.
Obrigado
pela paciência e por deixar que eu pudesse expressar o meu pensamento através
da escrita. Continuem vibrando com amor por todos nós. Precisamos muito de amor
e compreensão, pois, no fundo somos vítimas e ao mesmo tempo culpados. Sei que
cada um de nós traça e caminha pelos caminhos da vida escolhidos por si
próprio.
Obrigado!
Que Jesus abençoe a todos.
Graças
à Deus.
Otavio
ou Tavinho.
Simplicidade...
Simplicidade...
Esta
é a palavra chave para a felicidade.
A
vida não precisa ser complicada, e também não precisa ser explicada. Procuramos
em vão explicação para as coisas e, ao não encontrarmos, nos sentimos infelizes
e desgostosos.
Sejam
simples, como os lírios do campo, que com a sua singeleza exalam perfume e
beleza, que com a ausência de cor em suas pétalas traduzem toda a pureza que
existe em sua essência e que enfeitam os campos, alimentam os pássaros e
insetos com o seu néctar e perfumam o ar para aqueles que passam perto deles.
Quanto
mais simples formos, menos sofreremos, pois não criaremos expectativas a
respeito das coisas, não teremos ambições que poderão nos derrubar e nos levar
por caminhos tortuosos dos quais depois não poderemos escapar.
Vejam
o exemplo do Mestre Jesus, que com sua simplicidade e singeleza exalou tanta
luz. Com simplicidade Ele nasceu naquela manjedoura em Belém, e com
simplicidade Ele morreu no meio daqueles que Deus escolheu.
E
é com simplicidade na alma que Ele nos acolhe todos os dias de nossa vida.
A vida continua...
A
vida não termina com a morte do corpo. Somos seres milenares, que através de
sucessivas oportunidades de reencarnação, encarnamos, ganhamos um corpo
material e desencarnamos, deixando para trás este corpo como quem despe uma
roupa que já não serve mais, para amanhã colocar uma nova.
A
reencarnação é a oportunidade que Deus nos concede, para em contato com a
matéria e com o esquecimento do passado, nos aperfeiçoarmos, resgatarmos
dívidas passadas e nos reencontrarmos com nossos entes queridos e amigos de
outrora e também com aqueles que porventura tenhamos prejudicado ou magoado e
vice-versa.
Através
das sucessivas existências, o ser humano adquire novas experiências e novas
oportunidades de evoluir.
Que
possamos aproveitar da melhor maneira possível a nossa atual existência para
que dela não levemos mais dívidas, débitos e arrependimentos do que quando
reencarnamos.
Que
Deus nos ajude e nos dê forças para trilharmos o caminho do bem.
Força
e luz de um amigo que estará sempre com vocês.
Ah,
se todas as pessoas soubessem que a vida não termina com a morte do corpo, que
a vida não acaba, que o sofrimento não acaba quando o corpo se estende embaixo
da terra. Continuamos sentindo, continuamos pensando, talvez até com mais
clareza e lucidez do que quando estamos encarnados pois não há mais a barreira
da matéria nos impedindo de enxergar as verdades, nos impedindo de conhecer a extensão
da eternidade.
Bendita
Doutrina Espírita, que quisera todos tivessem a oportunidade de conhecer.
Doutrina que alivia, que acalenta a nossa alma e que evitaria um dos maiores
erros que um ser humano pode cometer contra si mesmo que é o suicídio.
O
ser humano que dá fim à sua vida acredita que assim terminará com tudo, que
acabará com o seu sofrimento, que irá finalmente descansar e não sentir mais
dor, não sentir mais tristeza; não sentir dor seja do corpo ou da alma.
Mas
quanto engano, Senhor, quanto sofrimento estes seres estão atraindo para a sua
existência, pois não cabe a nós decidir pelo término da nossa jornada, não cabe
a nós definir quando a vida será encerrada e sim a Deus que nos concedeu a vida
e a oportunidade desta encarnação.
O suicida contrairá
perante a eternidade uma grande dívida da qual se arrependerá amargamente ao
perceber que seus planos de colocar fim a tudo só fizeram as coisas ficarem
piores, que todo o tempo que ele ainda tinha para viver aqui na Terra, terá
para refletir pelas conseqüências de seu ato e sentirá as dores no seu íntimo
como se ainda tivesse corpo.
Senhor,
pedimos compaixão por todos os irmãos que se encontram nesta situação tão
difícil. Que eles possam entender que só ao Senhor pertence a decisão de quando
a vida terá um fim nesta existência e que possam se arrepender do que fizeram.
Façamos
uma prece por estes irmãos e que os mesmos tenham as suas dores aliviadas. Que
bênçãos de luz caiam sobre eles e que fique gravado em suas memórias, ainda que
inconsciente, que a vida é um bem precioso e que por pior que as coisas
estejam, Deus é nosso Pai e não nos desampara, para que em outra existência,
quando receberem uma nova oportunidade da espiritualidade de estarem
encarnados, possam valorizar a dádiva da vida.
Ulisses
Nossa vida é como um barco...
Um barquinho de papel flutuando sobre as
águas
Nos remete a refletir sobre a fragilidade da
vida humana,
Que às vezes é manipulada,
Assim como o papel que deu origem ao
barquinho.
Que às vezes é desviada de seu curso,
Assim como o barquinho que não tem leme
E flutua ao sabor das águas.
E que está sujeita às intempéries e
desgastes da vida,
Assim como o barquinho quando enfrenta
Uma tempestade ou uma enxurrada.
Mas o barquinho também traz alegria,
Assim como uma criança brincando e sorrindo
Ao vê-lo deslizando sobre as águas e sob a
luz do sol.
E o barquinho também não é eterno,
Como o nosso corpo material, pois é feito de
papel.
Mas a sua imagem na lembrança de quem o fez
É imortal, como o nosso corpo espiritual.
Evanhoé
Como as ondas do mar...
sábado, 16 de junho de 2007
Nossas vidas são como as ondas do mar
Algumas horas parecemos fortes, invencíveis,
altivos
E em outras parecemos nos despedaçar,
Parece que tudo vai desmoronar,
Nos desmanchando como espuma na areia.
Mas assim como as ondas,
As coisas e oportunidades em nossa vida vão e vêm.
E a mesma espuma que se desfez na areia,
Retorna e se ergue como novas ondas majestosas e
fortes,
Que estão prontas para enfrentar tudo novamente.
Evanhoé
Tempo e eternidade...
O
tempo, quando bem aproveitado, é uma benção.
A
eternidade é uma dádiva que nos foi concedida pelo nosso Pai Criador, que nos
dá a chance de termos mais de uma oportunidade, de podermos voltar atrás e
corrigir, ainda que em outro corpo, em outra existência, os erros que cometemos
no passado, quando nos encontrávamos iludidos, com o espírito adormecido e sem
condições talvez de compreendermos as verdades da vida.
A
eternidade do nosso espírito, a sobrevivência do espírito à morte e a certeza
de que iremos voltar a esta Terra trazendo conosco as bagagens do conhecimento
que adquirimos ao longo da nossa longa jornada, e a certeza de que Deus olha
por nós e nos dá a chance de ter novamente ao nosso lado aqueles que outrora
prejudicamos e que agora devemos ajudar mas também os amigos queridos que nos
acompanham na nossa estrada evolutiva e nos ajudam a vencer as dificuldades. E
a esperança de que o futuro será melhor nos faz ter mais vontade de seguir no
caminho do bem.
Precisamos
viver sim, com responsabilidade e sabendo que tudo que fizermos nos será
cobrado mais tarde, não por Deus, mas por nós mesmos, por nossas consciências.
Que mesmo tendo a eternidade pela frente, quanto antes conseguirmos executar as
tarefas que nos competem e seguir as oportunidades que nos são apresentadas,
antes alcançaremos a evolução e partiremos para um mundo melhor.
Não
podemos nos acomodar, pensando que se hoje não deu certo, amanha haverá uma
nova chance, que Deus é misericordioso e bom e nos concederá a oportunidade de
voltar e começar de novo e sim, devemos pensar que temos responsabilidade pelas
nossas atitudes e que se podemos alcançar o objetivo com menos sofrimentos, por
que não fazê-lo?
Esperança, fé, coragem e
muito amor no coração.
Sigam
confiantes em Deus e no Cristo.
sábado, 2 de junho de 2007
A morte apenas rompe os laços do corpo com o espírito.
A morte é um novo recomeço:
O fim de uma jornada e
O inicio de uma nova estrada.
Quantas e quantas vezes iremos voltar,
Quantas pessoas iremos reencontrar.
Antigos afetos e velhos inimigos,
Que pela oportunidade de uma nova vida,
Resgatarão culpas e erros,
Se ajudarão nas provas e acertos,
No resgate bendito permitido pela Providência Divina
Que com o esquecimento nos abençoa
Com a oportunidade de uma nova conquista,
De uma nova chance de acertar.
Com a possibilidade de mais uma vez
Amar e ser amado.
E ainda que façamos tudo errado,
O Criador, com sua infinita bondade
E com o seu perdão,
Nos concede uma nova chance,
Com a oportunidade bendita
Que é a reencarnação.
João
de Deus
Voltemos ao assunto Educação...
Voltemos ao assunto
Educação.
Irmãos, mais uma vez estou
aqui para lembrá-los de que esta vida aqui na Terra passa muito rápido e se
ficarmos esperando, esperando pelo melhor momento, esperando pelas melhores
condições, sejam elas de tempo ou mesmo financeiras, a vida irá passar e nada
iremos fazer.
Quando perceberem já será
muito tarde e mais uma oportunidade que Deus nos dá de fazer o bem, de tornar
melhor o mundo em que vivemos terá sido desperdiçada e não haverá mais nada a
fazer a não ser nos lamentar.
Mas lamentos não levam a
nada e não fazem o tempo voltar atrás.
Por que não nos unirmos
para fazer algo pela nossa sociedade, pela educação das crianças do nosso povo?
O que precisamos é de boa
vontade e de amor no coração.
Todos os dias, vemos nos
noticiários e nos meios que nos cercam, histórias de pessoas que estão se
perdendo no mundo das drogas, da violência, da prostituição, da corrupção. E se
não fizermos nada por nossas crianças, estes números alarmantes só tendem a
aumentar, a nos chocar cada vez mais, a nos deixar com os olhos anuviados de
lágrimas e com o coração oprimido de revolta e de compaixão.
Mas não basta só a nossa
solidariedade em nos condoermos com as mazelas alheias se não conseguimos fazer
nada de efetivo na prática para aliviar estas dores, para mudar estas
histórias.
Irmãos queridos, eu vos
suplico, com todo o amor que vocês possam ter dentro de seus corações, que
façam algo por estes meninos e meninas que estão se perdendo.
Todos somos responsáveis
por estas crianças. O esquecimento do passado não nos permite saber as
histórias de cada um, mas cada um de nós somos, de alguma forma, responsáveis
por estas crianças que precisam encontrar um sentido para suas vidas, para que
possam encontrar um caminho que lhes modifique o destino que parece já estar
traçado e fadado à desgraça e à queda moral e espiritual.
Precisamos nos esforçar
para mudar este quadro tão triste ao qual se encontra entregue a nossa
infância.
Pensem com seriedade nestas
idéias, se unam para pensar em como colocar em prática a caridade da qual tanto
falamos mas que parece tão distante em nosso dia a dia.
E espero do fundo da minha
alma que esta mensagem não fique só no papel, como tantas outras.
Deus estará sempre com
vocês, guiando, orientando e iluminando os seus caminhos. E quanto antes
começarem, maior será a felicidade que sentirão ao fazer o bem.
Irmão da Cruz
Olhai
os lírios do campo.
Olhai
as aves do céu.
Os
lírios traduzem a pureza que devemos trazer em nossa alma.
As
aves simbolizam a liberdade de ação que temos em nossas escolhas e em nossos
caminhos.
Que
possamos saber que jamais estamos sozinhos, que jamais estamos solitários e
abandonados em nossa jornada.
Que
o Pai coloca em nosso caminho e em nosso auxílio espíritos bons e amigos,
encarnados e desencarnados que nos acompanham, que nos aconselham, que tentam
nos fazer seguir o caminho que planejamos antes da nossa reencarnação quando
ainda nos encontrávamos no plano espiritual, que tentam nos fazer levar até o
fim os compromissos assumidos quando do nosso planejamento reencarnatório,
tentando nos intuir com bons pensamentos, com boas idéias e nos dando forças e
energias para enfrentar as batalhas e provas da vida.
Mas
cabe a nós a decisão de seguir pelo caminho do bem ou de nos desviarmos dele,
contraindo dívidas, envolvendo outros destinos e outras pessoas, pelos quais
teremos de responder perante o maior juiz que existe: nossas próprias
consciências.
Que
não percamos a oportunidade que o Criador nos deu de estarmos aqui mais uma vez
encarnados. Que possamos seguir confiantes, que possamos nos levantar a cada
queda com a certeza de que sempre teremos amigos torcendo por nós, amigos que
mesmo quando erramos não nos julgam e não nos abandonam, mas que se sentem
tristes quando nos esquecemos dos ensinamentos daquele que aqui viveu há mais
de 2000 anos e de quem muitas vezes nos esquecemos.
Mãe
sábado, 12 de maio de 2007
Mãe: uma palavra doce que aprendemos a amar
Desde a nossa mais tenra idade.
Mãe: uma mão que guia,
Uma luz que alumia.
Uma mão que alimenta,
Uma saudade que aumenta quando estamos longe.
Um calor suave que alenta o nosso espírito,
Que acalma a nossa alma,
Que nos faz ver que a vida é boa e segura,
Pois perto de nossas mães não temos medo.
Mãe sofre pelo filho,
Mãe às vezes também sente um vazio,
Quando os filhos vão embora.
E pelos filhos ela chora.
Mãe: uma mulher que é força e coragem.
Uma força que se expande e conquista tudo.
Um exemplo de força e de fé.
Chico
Uma estrela brilhou no céu,
Há mais de 2000 anos,
Anunciando o nascimento do
Filho do Senhor.
Uma estrela brilhou no céu,
Anunciando a chegada de
Jesus, o Salvador.
E a estrela tinha um brilho
sem igual.
A estrela anunciava a
chegada de alguém especial.
A estrela se fez presente
para indicar a todos a mensagem do Senhor.
A estrela se fez presente
para indicar o caminho do amor.
E naquela manjedoura
singela também havia uma mãezinha.
Uma mãe amorosa, que
acompanhou os passos do seu Filho tão amado desde a mais tenra infância, até o
momento do seu sacrifício no Calvário.
Uma mãe que orientou, que
acompanhou, que com Ele aprendeu e por Ele chorou.
Uma mãe que jamais o
abandonou.
Uma mãe amorosa, que não só
com Jesus, mas com toda a humanidade, nos adotou como seus filhos também e olha
por nós nos momentos mais difíceis de nossa vida.
Nossa Senhora querida, olhai
por nós seus filhos.
Hoje e sempre.
Guiai-nos no caminho do
bem, no caminho do amor.
Nos conduza para os braços
do Senhor.
Que assim seja. Amém.
Maternidade
A
maternidade é um dom divino que faz de nós, mulheres, instrumentos do Senhor na
obra da criação.
É
através do amor e do carinho de nós, mulheres, que a vida se perpetua, que a
vida continua, que a obra do Criador se faz presente.
Que
cada criança que está sendo gerada traga esperança e luz para seus pais.
Que
cada criança tão esperada traga harmonia e paz.
Que
cada criança possa ser amada e criada dentro dos ensinamentos do Senhor.
Graças
a Deus.
E
que Deus abençoe todas as mãezinhas aqui presentes e aquelas que ainda irão se
tornar mães um dia.
Um abraço carinhoso
da irmã Maria José
A ARTE DE VIVER
Está armado o picadeiro
No palco da vida,
Onde os artistas
Sob lonas coloridas
São pagos para dar alegria.
Porém, cada qual
Sabe de suas tristezas
Mas buscam a cada dia a certeza
De poder distribuir felicidade.
A vida é realmente
Um grande palco
Onde todos somos
Protagonistas
Das experiências vividas
Estamos nesta luta infinita
Sob o olhar e direção
Do maior de todos os artistas.
O Grande Pai da humanidade.
Abreu
ATORES DA VIDA
sábado, 5 de maio de 2007
No palco da vida somos todos atores principais e o Grande
Diretor nos conduz e orienta através de suas leis perfeitas e imutáveis.
Cabe
a cada um de nós atores, cumprir e realizar o nosso papel o mais perfeitamente
possível.
Somos
seres em evolução e muitas vezes falhamos ao representar um papel significativo
não para nós, mas para o outro. E quando falhamos, vem o orgulho gritar alto no
nosso interior buscando desculpas e culpando os outros protagonistas da peça.
Como
é difícil assumir o erro. Como é fácil culparmos o outro, a vida, a sociedade,
o mundo pelas nossas faltas. Mas continuamos no palco e por mais difícil seja o
papel que interpretamos, não queremos que a cortina se feche nunca. Porém, um
dia ela se fecha. E então mudamos de teatro, de roupagem e de papéis.
Carregamos conosco o aprendizado dos papéis vividos bem ou mal representados e
lá na nova companhia teatral vamos com essa bagagem demonstrar se somos ou não
capacitados para uma nova chance. Lá seremos aplaudidos ou vaiados pelos atos
praticados em cada ato existencial. E o maior julgador de nós mesmos e das
realizações de nossos papéis, é a nossa própria consciência.
Portanto,
sejamos atores fiéis, honestos e sinceros para podermos merecer as luzes e os
aplausos do plano maior da vida.
Que
o Senhor de todos os palcos universais nos dê a consciência e a sabedoria para
agirmos com amor e termos atitudes que mereçam ser aplaudidas pelos irmãos e
pelo Pai Criador.
Muita
luz para os meus amigos de jornada.
Um
abraço fraterno !
ATOR
DO SENHOR - LIZ
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